Ricardo Horta – números e estatísticas
Maior goleador da história do SC Braga e capitão fixo desde 2021/22. Aos 31 anos, Ricardo Horta soma três títulos profissionais sénior pelos minhotos: Taça da Liga 2019/20 e 2023/24 e Taça de Portugal 2020/21. São 575 jogos por três clubes em duas ligas, 169 golos pelos clubes e 13 internacionalizações por Portugal com quatro golos. O primeiro golo num Mundial chegou no Catar em 2022, aos cinco minutos do duelo com a Coreia do Sul, e foi o 55.º tento da seleção em fases finais de Campeonatos do Mundo.
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Vitória de Setúbal e Málaga: estreia profissional e travessia por Espanha
Ricardo Horta nasceu em Sobreda, no concelho de Almada, em setembro de 1994. Começou no futebol no Ginásio de Corroios e entrou no Benfica em 2004, onde fez todo o percurso pelas camadas jovens dos sub-13 aos sub-17. Em 2011 transferiu-se para o Vitória de Setúbal e fez a estreia oficial pelo plantel principal a 7 de abril de 2013, na derrota fora 1-2 com o Rio Ave para a Primeira Liga, entrando como substituto.
O primeiro golo profissional chegou a 9 de dezembro de 2013, num Vitória de Setúbal 1-0 Académica para o campeonato. Foi o golo único do encontro. A época 2013/14 trouxe titularidade regular em Setúbal: 36 jogos e sete golos, totalizando 42 partidas e sete remates certeiros pelo clube sadino em duas épocas.
A 12 de julho de 2014 assinou contrato de cinco anos com o Málaga. Estreou-se na La Liga BBVA a 23 de agosto na vitória caseira 1-0 ao Athletic Bilbao. As duas épocas em Espanha foram complicadas. Ricardo Horta ficou frequentemente no banco, fez 56 jogos e marcou apenas três golos, números que o levaram de regresso a Portugal em julho de 2016, inicialmente por empréstimo. A passagem ainda deixaria depois um problema legal grande, com 67 por cento dos seus direitos económicos a continuar com o Málaga.
Chegada ao SC Braga e os primeiros títulos
Em julho de 2016, depois de uma disputa pública com o Benfica, Ricardo Horta foi anunciado pelo SC Braga em regime de empréstimo do Málaga. A primeira época nos minhotos rendeu 44 jogos e nove golos, mas trouxe duas finais perdidas: a Taça da Liga e a Taça de Portugal, ambas frente ao Benfica. O desempenho coletivo e individual foi suficiente para a direção dos arsenalistas concretizar a compra a título definitivo no verão de 2017.
As épocas seguintes consolidaram a importância do extremo no plantel. Em 2017/18 fez 43 jogos e marcou 12 golos. Em 2018/19, foram 44 e dez. A passagem para a década seguinte trouxe a melhor época da carreira a marcar: 24 golos em 52 jogos em 2019/20, com a Taça da Liga conquistada após a vitória sobre o FC Porto na final em Coimbra. A 24 era recorde individual de Ricardo Horta numa única época.
A época 2020/21 fechou o primeiro ciclo de troféus pelos minhotos. Ricardo Horta fez 49 partidas e 15 golos e levantou a Taça de Portugal depois da vitória 2-0 sobre o Benfica na final no Estádio Cidade de Coimbra. Foram dois títulos conquistados em duas épocas. Pelo meio, o irmão André Horta passou a partilhar o balneário a partir de 2017/18.
Capitania, recorde absoluto e dez épocas no Minho
A época 2021/22 trouxe a faixa de capitão do SC Braga ao peito de Ricardo Horta, num cargo que se manteria nos anos seguintes. Em campo, o extremo fez 49 jogos e marcou 23 golos, segundo melhor registo da carreira numa única época. Já em 2021 tinha igualado e ultrapassado Chico Gordo, antigo avançado angolano que representou o clube na segunda metade da década de 1970, no recorde do clube. O golo da igualdade veio na vitória sobre o Ludogorets na fase de grupos da Liga Europa.
O verão de 2022 ficou marcado pela polémica que rebentou em torno do extremo. O Benfica apresentou uma proposta de 17 milhões de euros e o presidente do SC Braga recusou-a. O Málaga, que ainda detinha 67 por cento dos direitos económicos do jogador, processou os arsenalistas pela cláusula contratual que obrigava a venda em caso de oferta superior a cinco milhões. A FIFA acabou por condenar o SC Braga a indemnizar o clube espanhol em 12,3 milhões de euros.
O caso polémico não travou o crescimento desportivo. As épocas seguintes mantiveram a regularidade: 45 jogos e 17 golos em 2022/23, 45 e 13 em 2023/24, com nova Taça da Liga conquistada para fechar o ciclo dos três troféus. Em 2024/25, foram 54 jogos, recorde individual da carreira numa única época, com 15 golos. Em 2025/26, leva 52 jogos e 21 golos até ao final de abril, com presenças regulares na Liga, na Taça de Portugal e nas competições europeias do clube.
Em dez épocas pelo SC Braga, Ricardo Horta soma 477 jogos e 159 golos, números que o colocam no topo absoluto do clube em volume de produção ofensiva. O reconhecimento individual passa por nove distinções da Liga Portuguesa: três como Jogador do Mês, duas em Onze da Época e quatro como Avançado do Mês.
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Seleção de Portugal: o golo no Mundial 2022 e a marca dos 55
Pela seleção principal de Portugal são 13 jogos e quatro golos, números modestos para 11 anos de carreira sénior. A primeira chamada à equipa A aconteceu em setembro de 2014, a uma semana de completar 20 anos. Ricardo Horta estreou-se no segundo tempo da derrota com a Albânia para a qualificação do Euro 2016, entrando para o lugar de William Carvalho.
Não foi convocado para o Euro 2016, o Mundial 2018 nem o Euro 2020. O regresso à seleção principal aconteceu em pleno período do Mundial 2022 no Catar. Fernando Santos lançou-o como titular no terceiro jogo da fase de grupos contra a Coreia do Sul, com Portugal já apurada para os oitavos como primeira do grupo. Aos cinco minutos, com assistência de Diogo Dalot, Ricardo Horta inaugurou o marcador de cabeça em pleno Estádio Cidade da Educação.
Foi o golo número 55 da seleção portuguesa em fases finais de Campeonatos do Mundo. A partida acabou em derrota 1-2 e a única titularidade do extremo pela equipa A em 13 internacionalizações. Ricardo Horta tem ainda dois golos de bola parada anotados em jogos de qualificação para os 13 jogos pela equipa principal.
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Em dez épocas pelo SC Braga, 477 jogos, 159 golos e a faixa de capitão desde 2021/22. Ricardo Horta é o maior goleador da história do clube minhoto e chegou ao Mundial 2026 depois de marcar o golo número 55 de Portugal em fases finais de Campeonatos do Mundo, no Catar em 2022. Aos 31 anos e com 21 golos na época em curso, disputa o lugar no ataque de Roberto Martínez com nomes como Bruno Fernandes e Rafael Leão.


Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




