Kevin De Bruyne – estatísticas e análise completa de seu desempenho por clubes
Kevin De Bruyne construiu uma das carreiras mais vitoriosas do futebol europeu nas últimas décadas. O meia belga, nascido em 1991 na pequena cidade de Drongen, passou por clubes na Bélgica, Alemanha e Inglaterra antes de se consolidar como um dos melhores jogadores de sua geração no Manchester City. Este artigo apresenta uma análise detalhada dos números e estatísticas de Kevin De Bruyne em cada passagem por clubes ao longo de sua trajetória profissional.

Indice
A infância e formação de Kevin De Bruyne
Kevin De Bruyne nasceu em 28 de junho de 1991 em Drongen, um vilarejo próximo a Ghent, na região de Flandres, parte de língua holandesa da Bélgica. Filho de Herwig e Anna De Bruyne, o menino cresceu em um ambiente multicultural, já que sua mãe nasceu no Burundi e passou parte da infância na Costa do Marfim. A família viajava com frequência para a Inglaterra, onde os avós maternos residiam em Londres, cidade que De Bruyne considera sua segunda casa.
Aos quatro anos de idade, Kevin começou a jogar futebol no KVV Drongen, seu clube local. Dois anos depois, insatisfeito com a estrutura de treinamento, pediu para se transferir ao KAA Gent. No Gent, os treinadores Jan Troos e Charly Musonda focaram no desenvolvimento técnico do jovem, trabalhando fundamentos como passe, chute e drible. Em entrevistas posteriores, De Bruyne reconheceu que esse trabalho individualizado teve grande impacto em sua formação.
Aos 14 anos, em 2005, Kevin deixou a casa da família para ingressar na academia do Genk, um dos clubes belgas com maior tradição na revelação de talentos. Morando longe dos pais e vendo-os apenas nos finais de semana, o jovem aprendeu a ser independente desde cedo. Essa experiência moldou seu caráter e disciplina, características que o acompanhariam ao longo de toda a carreira profissional.
O início no Genk e os primeiros números profissionais

Kevin De Bruyne foi promovido ao elenco profissional do Genk em 2008 e fez sua estreia oficial em 9 de maio de 2009, em uma derrota por 3 a 0 para o Charleroi. Na temporada seguinte, consolidou-se como titular e marcou seu primeiro gol profissional em 7 de fevereiro de 2010, em uma vitória por 1 a 0 sobre o Standard Liège.
A temporada 2010-11 foi decisiva para a projeção do jovem meia. De Bruyne registrou 5 gols e 16 assistências em 32 partidas da liga belga, sendo peça fundamental na conquista do terceiro título nacional da história do Genk. Em 29 de outubro de 2011, marcou seu primeiro hat-trick na carreira, em uma vitória épica por 5 a 4 sobre o Club Brugge.
Na temporada 2011-12, mesmo com a transferência já acertada para o Chelsea, De Bruyne permaneceu no Genk até o final do campeonato. Encerrou sua passagem pelo clube belga com 8 gols em 28 partidas na liga. Ao todo, foram 113 jogos pelo Genk, com 17 gols marcados e dezenas de assistências, números expressivos para um jogador que deixou o clube aos 21 anos.
A passagem turbulenta por Chelsea, Werder Bremen e Wolfsburg
Em 31 de janeiro de 2012, o Chelsea anunciou a contratação de Kevin De Bruyne por cerca de 7 milhões de libras. O belga assinou contrato de cinco anos e meio com o clube londrino, mas permaneceu emprestado ao Genk até o final daquela temporada. Quando se apresentou em Stamford Bridge, encontrou dificuldades para conquistar espaço em um elenco estrelado.
Para ganhar experiência e ritmo de jogo, De Bruyne foi emprestado ao Werder Bremen para a temporada 2012-13. Na Bundesliga, o jovem meia floresceu, demonstrando sua qualidade técnica e capacidade de criação. Sua passagem pela Alemanha reacendeu o interesse de grandes clubes europeus e provou que ele tinha potencial para atuar no mais alto nível.
De volta ao Chelsea em 2013, De Bruyne recebeu garantias do técnico José Mourinho de que faria parte dos planos do clube. Porém, as oportunidades continuaram escassas. Em janeiro de 2014, o Wolfsburg desembolsou 18 milhões de libras para contratá-lo em definitivo. Na equipe alemã, Kevin finalmente encontrou o ambiente ideal para mostrar todo seu talento, sendo peça central na conquista da Copa da Alemanha em 2014-15 e estabelecendo o recorde de 21 assistências em uma única temporada da Bundesliga.
A era dourada no Manchester City
Em agosto de 2015, o Manchester City pagou 55 milhões de libras para contratar Kevin De Bruyne, estabelecendo um recorde do clube na época. A chegada de Pep Guardiola ao comando técnico em 2016 potencializou ainda mais as qualidades do belga, que se tornou o maestro do meio-campo dos Citizens e um dos melhores jogadores da Premier League.
Durante uma década em Manchester, De Bruyne acumulou títulos e prêmios individuais de forma impressionante. Foram seis títulos da Premier League, incluindo a histórica campanha de 2017-18 em que o City atingiu 100 pontos, marca inédita no futebol inglês. Além disso, conquistou cinco Copas da Liga Inglesa, duas FA Cups, três Community Shields e a tão sonhada Champions League em 2023, completando a tríplice coroa continental.
As atuações de De Bruyne renderam reconhecimentos individuais marcantes. Foi eleito o melhor jogador da Premier League nas temporadas 2019-20 e 2021-22, igualou o recorde de 20 assistências de Thierry Henry em uma única edição do campeonato e se tornou o primeiro meio-campista desde Colin Bell a marcar mais de 100 gols pelo City. O belga também foi finalista do Ballon d’Or, terminando em terceiro lugar na edição de 2022.
Os números de Kevin De Bruyne pelo Manchester City são extraordinários: 422 jogos disputados, mais de 100 gols marcados e mais de 170 assistências em todas as competições. Esses dados consolidam sua posição como um dos maiores jogadores da história do clube e da Premier League.
O fim de ciclo no City e a nova fase no Napoli

Em abril de 2025, Kevin De Bruyne anunciou que deixaria o Manchester City ao término de seu contrato, encerrando uma década de conquistas no clube inglês. A decisão do City de não oferecer uma renovação foi tratada pelo próprio jogador como uma decisão de negócios, sem ressentimentos. Em sua despedida, foi homenageado com um corredor de honra pelos companheiros e teve a construção de uma estátua anunciada no Etihad Stadium.
O destino escolhido por De Bruyne foi o Napoli, bicampeão italiano comandado por Antonio Conte. O belga assinou um contrato de dois anos, com opção de extensão por mais uma temporada, chegando sem custos de transferência após o fim do vínculo com o City. A chegada do meia gerou enorme expectativa na cidade, com milhares de torcedores recepcionando o jogador no aeroporto. O presidente Aurelio De Laurentiis celebrou a contratação como um reforço de peso para a defesa do título da Serie A e para a disputa da Champions League.
De Bruyne começou bem sua passagem pelo clube italiano, registrando 4 gols e 2 assistências em 8 partidas da Serie A antes de sofrer uma lesão grave. Durante a vitória por 3 a 1 sobre a Inter de Milão, o meia sofreu uma lesão muscular de alto grau no bíceps femoral da coxa direita logo após converter um pênalti. A cirurgia realizada na Bélgica foi bem-sucedida, mas o jogador deve ficar afastado dos gramados até o início de 2026. A ausência representa um desafio significativo para Conte, que terá de reorganizar seu meio-campo em uma fase crucial da temporada.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




