Espanha: estatísticas em Copas – desempenho geral, quem mais jogou e maiores artilheiros
A Espanha demorou a chegar a uma final de Copa do Mundo, e quando chegou, em 2010, não desperdiçou: bateu a Holanda na África do Sul e ergueu o troféu logo na primeira decisão que disputou. É um dos apenas 8 países a conquistar o Mundial; dá para ver onde a seleção se posiciona entre os maiores campeões da Copa do Mundo. Até 2022 foram 16 participações, e 2026 marca a 17.ª, com 67 partidas, 108 gols e 31 vitórias no acumulado.
Indice
- 1 África do Sul 2010: quatro 1 a 0 e o gol de Iniesta
- 2 David Villa: 9 gols e a Bota de Prata de 2010
- 3 Casillas e Ramos: os recordistas de presenças
- 4 1950 e 1986: as melhores campanhas antes do título
- 5 2014 a 2022: a década sem quartas de final
- 6 Todas as 17 Copas, ano a ano
- 7 Em 2026: Grupo H com Lamine Yamal e o Uruguai no caminho
África do Sul 2010: quatro 1 a 0 e o gol de Iniesta
A Espanha de Del Bosque perdeu a estreia por 1 a 0 para a Suíça e não tropeçou mais: 6 vitórias nos 6 jogos seguintes, com 8 gols marcados e apenas 2 sofridos em todo o torneio. O mata-mata virou uma sequência de placares idênticos: 1 a 0 sobre Portugal nas oitavas e 1 a 0 sobre o Paraguai nas quartas, ambos com gols de David Villa, 1 a 0 sobre a Alemanha na semifinal, de cabeça, com Puyol, e 1 a 0 sobre a Holanda na decisão, com Iniesta marcando na prorrogação.
David Villa: 9 gols e a Bota de Prata de 2010
Villa é o maior artilheiro espanhol em Copas com 9 gols: 3 em 2006, 5 em 2010 e 1 em 2014. Nenhum espanhol jamais levou a Bota de Ouro do torneio, mas Villa e Emilio Butragueño conquistaram a de Prata, ambos com 5 gols, em 2010 e 1986. O segundo posto da lista é dividido por três nomes com 5: o próprio Butragueño, que concentrou tudo numa única Copa, Fernando Morientes e Raúl.
O pelotão dos 4 gols atravessa 70 anos de história: Basora e Zarra na campanha de 1950, Míchel com os seus todos em 1990, incluindo um hat-trick contra a Coreia do Sul, além de Hierro e Fernando Torres nas gerações seguintes.
| 1 | David Villa | |
| 2 | Emilio Butragueño | |
| 3 | Fernando Morientes | |
| 4 | Raúl | |
| 5 | Basora | |
| 6 | Zarra | |
| 7 | Míchel |
Casillas e Ramos: os recordistas de presenças
Dois nomes dividem o topo das presenças espanholas em Copas com 17 partidas cada: o goleiro e capitão do título Iker Casillas (2002 a 2014) e Sergio Ramos (2006 a 2018). Atrás deles, outro empate: o goleiro Andoni Zubizarreta, com 16 jogos em quatro Copas entre 1986 e 1998, e Sergio Busquets, com os mesmos 16 no ciclo 2010-2022. Xavi fecha o top 5 com 15 partidas.
| 1 | Iker Casillas | |
| 2 | Sergio Ramos | |
| 3 | Andoni Zubizarreta | |
| 4 | Sergio Busquets | |
| 5 | Xavi |
1950 e 1986: as melhores campanhas antes do título
No Brasil em 1950, a Espanha venceu Estados Unidos (3 a 1), Chile (2 a 0) e Inglaterra (1 a 0, gol de Zarra) para chegar invicta ao quadrangular final. Lá, empatou em 2 a 2 com o Uruguai, com dois gols de Basora, mas as goleadas sofridas do Brasil (6 a 1) e da Suécia (3 a 1) deixaram a equipe em 4.º lugar, melhor resultado espanhol por 60 anos. Zarra e Basora terminaram com 4 gols cada.
Em 1986, no México, veio a campanha mais marcante da era seguinte: nas oitavas, Butragueño marcou 4 vezes no 5 a 1 sobre a Dinamarca, e a eliminação só chegou nos pênaltis, por 5 a 4 contra a Bélgica nas quartas, após 1 a 1 com gol de Señor.
2014 a 2022: a década sem quartas de final
A queda de 2014 foi a mais brusca da história recente do torneio: campeã vigente, a Espanha levou 5 a 1 da Holanda na estreia, perdeu por 2 a 0 do Chile e caiu na fase de grupos, com a vitória de 3 a 0 sobre a Austrália servindo só de despedida. Em 2018, a eliminação veio nas oitavas, nos pênaltis contra a Rússia anfitriã após 1 a 1, numa campanha sem derrotas no tempo normal.
Em 2022, o roteiro se repetiu: a goleada de 7 a 0 sobre a Costa Rica na estreia não impediu outra queda nas oitavas nos pênaltis, desta vez por 3 a 0 para o Marrocos após 0 a 0. Desde o título de 2010, a Espanha não alcança as quartas de final.
Todas as 17 Copas, ano a ano
A trajetória espanhola soma 6 idas às quartas de final e 2 semifinais, com longas ausências no início (a equipe ficou fora de 1938 por veto da FIFA durante a Guerra Civil Espanhola e não se classificou em quatro edições entre 1954 e 1974). No total são 31 vitórias, 17 empates e 19 derrotas em 67 jogos, com aproveitamento de 46,3% de triunfos, 108 gols a favor, 75 contra e saldo de +33.
| 1934 | 1 1 1 | Quartas |
| 1950 | 3 1 2 | 4.º lugar |
| 1962 | 1 2 | Grupos |
| 1966 | 1 2 | Grupos |
| 1978 | 1 1 1 | Grupos |
| 1982 | 1 2 2 | 2.ª fase |
| 1986 | 3 1 1 | Quartas |
| 1990 | 2 1 1 | Oitavas |
| 1994 | 2 2 1 | Quartas |
| 1998 | 1 1 1 | Grupos |
| 2002 | 3 2 | Quartas |
| 2006 | 3 1 | Oitavas |
| 2010 | 6 1 | CAMPEÃ |
| 2014 | 1 2 | Grupos |
| 2018 | 1 3 | Oitavas |
| 2022 | 1 2 1 | Oitavas |
Em 2026: Grupo H com Lamine Yamal e o Uruguai no caminho
A melhor campanha das Eliminatórias europeias levou a Espanha à 17.ª participação: 5 vitórias e 1 empate em 6 jogos, 21 gols marcados e apenas 2 sofridos. A lista de 26 nomes, com média de 26,8 anos, gira em torno de Rodri, Pedri e da ala formada por Lamine Yamal, aos 18 anos, e Nico Williams. O Grupo H traz Cabo Verde, estreante em Copas, a Arábia Saudita e um reencontro curioso na última rodada: Espanha e Uruguai se enfrentaram duas vezes em Mundiais, em 1950 e 1990, e empataram as duas.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




