França: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros

A França disputou quatro finais de Copa do Mundo e o saldo é quase simétrico: dois títulos, em 1998, em casa, e em 2018, na Rússia, e dois vices decididos nos pênaltis, em 2006 e 2022. Presente desde a edição inaugural de 1930, é um dos 8 países a erguer o troféu e um dos apenas 6 a fazê-lo mais de uma vez; vale conferir a posição francesa entre os maiores campeões da Copa do Mundo. São 16 participações, 73 partidas e 136 gols, com a 17.ª aparição marcada para 2026.

17
Participações
73
Partidas
136
Gols marcados
2
Títulos mundiais
Quatro finais em sete Copas
Campeã em 1998 e 2018, a França ainda perdeu as decisões de 2006 e 2022 nos pênaltis, para Itália e Argentina, após empates em 120 minutos.

Just Fontaine: 13 gols em 1958, o recorde absoluto

Fontaine marcou os seus 13 gols em Copas numa única edição, a de 1958, na Suécia, quando a França terminou em 3.º lugar com 23 gols em 6 jogos. A marca segue até hoje como o recorde de gols de um jogador numa só Copa do Mundo. Na época, o desempenho também fez dele o maior artilheiro da história do torneio, posto que só perdeu em 1974, quando Gerd Müller o superou na final daquela edição.

13 gols numa só Copa
Nenhum jogador repetiu o feito de Fontaine em 1958. O francês foi o maior artilheiro geral do torneio até ser ultrapassado por Gerd Müller em 1974.
23 gols da França em 1958
O ataque do 3.º lugar na Suécia tinha ainda Raymond Kopa, com 4 gols, e Roger Piantoni, com 3.

Mbappé: 12 gols e a caça ao recorde

Kylian Mbappé soma 12 gols em apenas 2 Copas: 4 em 2018 e 8 em 2022, quando foi o artilheiro do torneio com direito a hat-trick na final. Aos 27 anos e a 1 gol de igualar Fontaine, chega a 2026 como capitão e maior nome do elenco. Atrás da dupla vêm Thierry Henry, com 6 gols divididos entre 1998 e 2006, e um trio com 5: Michel Platini, Zinedine Zidane e Olivier Giroud.

1Just Fontaine
13
2Kylian Mbappé
12
3Thierry Henry
6
4Michel Platini
5
5Zinedine Zidane
5
6Olivier Giroud
5

1998: o título em casa com Zidane na final

A campanha do primeiro título não teve derrotas: 6 vitórias, 1 empate e apenas 2 gols sofridos em 7 jogos. No mata-mata, a França passou pelo Paraguai com gol de ouro do zagueiro Blanc na prorrogação, eliminou a Itália nos pênaltis nas quartas e virou sobre a Croácia na semifinal por 2 a 1, com dois gols improváveis do lateral Lilian Thuram. Na decisão, no Stade de France, o 3 a 0 sobre o Brasil saiu com dois gols de Zidane e um de Petit.

França 3, Brasil 0
Zidane (2x) e Petit definiram a final no Stade de France. Foram só 2 gols sofridos em toda a campanha.
Thuram 2x na semifinal
O lateral virou o jogo contra a Croácia por 2 a 1 e colocou a França na primeira final da sua história.

2018: o bi com Mbappé adolescente

Na Rússia, a França repetiu o roteiro de 1998: 6 vitórias e 1 empate, com a final mais movimentada das últimas décadas. O 4 a 2 sobre a Croácia em Moscou teve gol contra de Mandžukić, pênalti de Griezmann, um chute de fora da área de Pogba e o gol de Mbappé, que se tornou o primeiro adolescente a marcar numa final de Copa desde Pelé, em 1958. Foi a decisão com mais gols desde 1966 e a de maior placar em 90 minutos desde 1958.

França 4, Croácia 2
Mandžukić contra, Griezmann de pênalti, Pogba e Mbappé fizeram a final com mais gols desde 1966.
Mbappé, o adolescente da decisão
Primeiro jogador com menos de 20 anos a marcar numa final de Copa desde Pelé em 1958.

2002, 2006 e 2022: tropeços e pênaltis

A defesa do título em 2002 terminou sem um gol sequer: 0 a 1 para o Senegal na estreia, 0 a 0 com o Uruguai e 0 a 2 para a Dinamarca eliminaram a campeã na fase de grupos. Em 2010, novo vexame, outra queda nos grupos com apenas 1 gol marcado. Já as campanhas de 2006 e 2022 morreram na praia: vice-campeonatos decididos nos pênaltis, por 5 a 3 para a Itália e 4 a 2 para a Argentina, este último após um 3 a 3 com hat-trick de Mbappé.

2002: campeã eliminada sem marcar
Zero gols em 3 jogos contra Senegal, Uruguai e Dinamarca. A pior defesa de título da história francesa.
Duas finais perdidas nos pênaltis
Itália em 2006 (5-3) e Argentina em 2022 (4-2), ambas após empates em 120 minutos. Nem o hat-trick de Mbappé salvou a segunda.

A trajetória francesa, edição por edição

A França foi uma das quatro seleções europeias da Copa inaugural de 1930, quando goleou o México por 4 a 1 na estreia, e em 1938 sediou o torneio pela primeira vez, caindo nas quartas diante da Itália. O retrospecto geral soma 39 vitórias, 14 empates e 20 derrotas em 73 jogos, com 53,4% de aproveitamento de triunfos, 136 gols a favor, 85 contra e saldo de +51. Hugo Lloris é o recordista de partidas, com 20, seguido por Griezmann (19), Giroud e Varane (18 cada).

1930
1
2
Grupos
1934
1
Oitavas
1938
1
1
Quartas
1954
1
1
Grupos
1958
4
2
3.º lugar
1966
1
2
Grupos
1978
1
2
Grupos
1982
3
2
2
4.º lugar
1986
4
2
1
3.º lugar
1998
6
1
CAMPEÃ
2002
1
2
Grupos
2006
4
3
Vice
2010
1
2
Grupos
2014
3
1
1
Quartas
2018
6
1
CAMPEÃ
2022
5
1
1
Vice
Vitórias Empates Derrotas
39
Vitórias (53,4%)
14
Empates
20
Derrotas
136
Gols a favor
85
Gols contra
+51
Saldo de gols

Em 2026: Grupo I e Mbappé a um gol da história

A França desembarca na 17.ª participação com um grupo de 26 nomes e média de 27 anos, liderado por Mbappé, dono de 98 jogos e 56 gols pela seleção. A base ainda reúne Ousmane Dembélé, Aurélien Tchouaméni, Jules Koundé e o veterano N’Golo Kanté, aos 35 anos. No Grupo I, os franceses reencontram o Senegal, algoz da estreia de 2002, e completam a fase contra Iraque e Noruega. Qualquer gol de Mbappé iguala o recorde histórico de Fontaine; dois o tornam o maior artilheiro francês de todos os tempos em Copas.

17.ª participação · Copa do Mundo 2026 · Grupo I
Rodada 1
16 jun
França x Senegal
MetLife Stadium, Nova York/NJ
Rodada 2
22 jun
França x Iraque
Lincoln Financial Field, Filadélfia
Rodada 3
26 jun
Noruega x França
Gillette Stadium, Boston