México: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros

Nenhum estádio do mundo recebeu três Copas do Mundo até agora. O Azteca muda isso em 2026, quando o México sedia o torneio pela terceira vez, ao lado de Estados Unidos e Canadá. Em campo, a seleção carrega uma marca antiga: 17 participações sem nunca passar das quartas de final, alcançadas só em 1970 e 1986, as duas vezes jogando em casa. São 60 partidas e 62 gols na história do time que ficou conhecido pela barreira do quinto jogo; dá para ver o contexto entre os maiores campeões da Copa do Mundo.

18
Participações
60
Partidas
62
Gols marcados
2x
Quartas (1970 e 1986)
Anfitrião pela 3.ª vez
Depois de 1970 e 1986, o México abre a Copa de 2026 em 11 de junho, no Azteca, o primeiro estádio da história a receber três edições do Mundial.

O quinto jogo: 7 oitavas seguidas, 7 eliminações

De 1994 a 2018, o México passou da fase de grupos em todas as 7 Copas que disputou e caiu nas oitavas em todas elas. A maldição do quinto jogo teve de tudo: pênaltis contra a Bulgária em 1994, gol de Luis Hernández insuficiente contra a Alemanha em 1998, o clássico perdido para os EUA em 2002, duas quedas seguidas diante da Argentina em 2006 (na prorrogação, com gol de Márquez) e 2010, a virada da Holanda nos minutos finais em 2014 e o 0 a 2 do Brasil em 2018.

1994Bulgária1-1 (1-3 pên.)
1998Alemanha1-2
2002Estados Unidos0-2
2006Argentina1-2 (prór.)
2010Argentina1-3
2014Holanda1-2
2018Brasil0-2

1986: quartas em casa, invicto no tempo normal

A melhor campanha mexicana não teve derrota nos 90 minutos: vitórias sobre Bélgica (2 a 1, com Quirarte e Hugo Sánchez) e Iraque (1 a 0, Quirarte de novo), empate com o Paraguai e, nas oitavas, o 2 a 0 sobre a Bulgária imortalizado pelo voleio de Manuel Negrete, com Servín completando o placar. Nas quartas, o 0 a 0 com a Alemanha Ocidental em 120 minutos terminou em eliminação por 4 a 1 nos pênaltis. Em 1970, também em casa, o caminho havia sido parecido: primeiro lugar do grupo e queda nas quartas, por 4 a 1 para a Itália.

O voleio de Negrete
O 2 a 0 sobre a Bulgária nas oitavas de 1986 levou o México à sua segunda quartas de final, com 3 vitórias e 2 empates na campanha.
Quartas: Alemanha Ocidental nos pênaltis
Após 0 a 0 em 120 minutos, o 4 a 1 na marca da cal eliminou o anfitrião sem que ele perdesse um jogo no tempo normal.

Luis Hernández e Chicharito: a dupla dos 4 gols

A artilharia mexicana em Copas tem dois líderes com 4 gols e estilos opostos: Luis Hernández concentrou todos numa única edição, a de 1998, enquanto Javier “Chicharito” Hernández dividiu os seus entre 2010 (2 gols), 2014 e 2018. Atrás deles, com 3, vêm Cuauhtémoc Blanco, que marcou em três Copas diferentes (1998, 2002 e 2010), e o zagueiro Rafael Márquez, com gols em 2006, 2010 e 2014.

1Luis Hernández
4
2Javier Hernández
4
3Cuauhtémoc Blanco
3
4Rafael Márquez
3

Márquez, Carbajal, Guardado e Ochoa: o clube das cinco Copas

Quatro mexicanos disputaram cinco Copas do Mundo, um feito raríssimo no futebol. O pioneiro foi o goleiro Antonio Carbajal, presente de 1950 a 1966, seguido décadas depois por Rafael Márquez (2002 a 2018), recordista nacional com 19 partidas, Andrés Guardado (2006 a 2022) e o goleiro Guillermo Ochoa (2006 a 2022), que foi convocado por Javier Aguirre e caminha para se tornar o primeiro a disputar seis.

1Rafael Márquez
19
2Andrés Guardado
13
3Javier Hernández
12
4Héctor Moreno
12
5Antonio Carbajal
11
6Guillermo Ochoa
11

2022: o fim da era das oitavas pela pior porta

No Catar, a sequência de 7 classificações seguidas ao mata-mata terminou da forma mais frustrante: empate sem gols com a Polônia, derrota por 2 a 0 para a Argentina e uma vitória por 2 a 1 sobre a Arábia Saudita, com gols de Martín e Chávez, que deixou o México fora das oitavas pelo saldo de gols. Foi a primeira eliminação mexicana na fase de grupos desde 1978.

Fora pelo saldo de gols
Com 4 pontos, os mesmos da Polônia, o México caiu nos grupos pela primeira vez desde 1978 e quebrou a sequência de 7 oitavas consecutivas.

As 18 participações mexicanas, ano a ano

Presente na Copa inaugural de 1930, o México demorou a engrenar: foram 25 anos e quatro participações até a primeira vitória, o 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia em 1962. No total são 17 vitórias, 15 empates e 28 derrotas em 60 jogos, com 62 gols a favor, 101 contra e saldo de -39.

1930
3
Grupos
1950
3
Grupos
1954
2
Grupos
1958
1
2
Grupos
1962
1
2
Grupos
1966
2
1
Grupos
1970
2
1
1
Quartas
1978
3
Grupos
1986
3
2
Quartas
1994
1
2
1
Oitavas
1998
1
2
1
Oitavas
2002
2
1
1
Oitavas
2006
1
1
2
Oitavas
2010
1
1
2
Oitavas
2014
2
1
1
Oitavas
2018
2
2
Oitavas
2022
1
1
1
Grupos
Vitórias Empates Derrotas
17
Vitórias (28,3%)
15
Empates
28
Derrotas
62
Gols a favor
101
Gols contra
-39
Saldo de gols

Rumo a 2026: a abertura no Azteca pela 6.ª vez na frente

O México de Javier Aguirre abre a Copa de 2026 contra a África do Sul, reeditando a partida inaugural do Mundial de 2010, e se torna a seleção que mais vezes disputou o jogo de abertura de uma Copa: seis. Todos os jogos do Grupo A mexicano serão em casa, dois deles no Azteca e um em Guadalajara, com Coreia do Sul e República Tcheca completando a chave ao lado dos sul-africanos. A pressão é dupla: quebrar a barreira do quinto jogo diante da própria torcida.

18.ª participação · Copa do Mundo 2026 · Grupo A
Abertura
11 jun
México x África do Sul
Estádio Azteca, Cidade do México
Rodada 2
18 jun
México x Coreia do Sul
Estádio Akron, Guadalajara
Rodada 3
24 jun
República Tcheca x México
Estádio Azteca, Cidade do México