Raio-X de todos os 1002 gols de Romário

Pelé esperou o Maracanã lotado para fazer seu milésimo, em novembro de 1969. Romário esperou 38 anos para se tornar o segundo brasileiro a chegar lá. Quando chegou, fez de pênalti, em São Januário, num jogo qualquer da segunda rodada do Brasileirão contra o Sport, aos 41. Não houve pompa. Houve foguete e o Vasco abrindo a temporada vencendo o adversário pernambucano. Os 1.001 anteriores tinham nascido em 28 anos de ataque, três retornos ao Vasco, 10 clubes em 5 países e uma Seleção principal que rendeu 64 gols. Vasco, Flamengo e PSV juntos somam 754. Cruijff o batizou de “gênio da grande área” no vestiário do Camp Nou.

1.002
Gols totais
385
Pelo Vasco
64
Seleção principal
10
Clubes em 5 países
2º brasileiro a chegar aos 1.000 gols
Pelé foi o primeiro. Romário fechou a conta em 20 de maio de 2007 contra o Sport, em São Januário, com a camisa do Vasco. Levou 28 anos, do primeiro hat-trick aos 13 pelo infantil do Olaria.

Gols por clube: Vasco lidera com 385

Pelo Vasco, em três passagens entre 1981 e 2007, foram 385 gols. É o clube em que Romário mais marcou na vida, em qualquer canto do mundo. E isso não acontece só por afeto pelo time onde estreou aos 19. Acontece porque, sempre que ele saía de São Januário (rumo à Holanda em 1988, ao Flamengo em 1995, ao Fluminense em 2002), também voltava. Em três retornos, em três fases distintas da carreira, Romário marcou em volume. Pelo Flamengo, entre 1995 e 1999, foram 204 gols, todos antes dos 34 anos. Pelo PSV, em cinco anos e meio na Holanda, 165, número que o coloca entre os três maiores artilheiros da história do clube de Eindhoven em jogos oficiais.

Pela Seleção principal, marcou 64 vezes entre 1987 e 2005, mais do que pelo Barcelona (53), Fluminense (48), Miami FC (22), Valencia (14), Olaria (7), América-RJ (6) e Adelaide United (1). Outros 18 saíram pelas categorias de base e olímpica entre 1985 e 1988, e mais 15 em selecionados de evento (Tetra, das Américas, PSV Stars). Vasco, Flamengo e PSV concentram 75,3% dos gols por clube. Os 23 gols de 2006, divididos entre Adelaide e Miami, fecham o capítulo exótico da carreira, do Pacífico Sul à Flórida. Mas o miolo permanece carioca. O Barcelona, com seus 53 gols em ano e meio, representa só 5% do total. Sintomático.

1Vasco1981-2007
385
2Flamengo1995-1999
204
3PSV1988-1993
165
4Seleção principal1987-2005
64
5Barcelona1993-1995
53
6Fluminense2002-2005
48
7Miami FC2006
22
8Valencia1996
14
9Olaria1979-1980
7
10América (RJ)1993-2009
6

Vasco em três passagens: 385 gols entre 1981 e 2007

A primeira passagem rendeu 183 gols entre 1981 e 1988. A estreia profissional veio em 6 de fevereiro de 1985, com 19 anos, na vitória vascaína por 3 a 0 sobre o Coritiba pelo Brasileirão. O técnico que o promoveu era Antônio Lopes. A explosão veio depois, em 1986 (42 gols, e a primeira Taça Guanabara, marcando duas vezes na final contra o Flamengo) e 1987 (34 gols, com o título carioca, fazendo dupla com Roberto Dinamite). Em 1988, ainda pelo Vasco, marcou 24 antes de viajar para Seul (onde foi prata e artilheiro olímpico) e, em julho do mesmo ano, embarcar para Eindhoven. Saiu de São Januário com a marca consolidada de artilheiro nacional e nenhum jogo europeu nas pernas.

A segunda passagem (1999-2002) foi a mais produtiva da história do Vasco com Romário em campo: 137 gols em quatro temporadas. Só em 2000, foram 73 (66 pelo clube, 7 pela Seleção), a melhor temporada bruta da carreira inteira. O ano deu Bola de Prata, o título da Copa João Havelange (o Brasileirão daquele formato), a Mercosul (com três gols na final virada contra o Palmeiras no Parque Antártica) e o vice no primeiro Mundial de Clubes da FIFA, perdido para o Corinthians no Maracanã. Tinha 34 anos. Em 2001, marcou 4 vezes na Taça Libertadores, única participação dele na competição. A terceira passagem (2005-2007) somou 65 gols entre os 39 e 42 anos, com o milésimo cobrado de pênalti contra o Sport no fim de tudo. Centroavante voltar a um clube depois dos 39 e fazer 65 gols em duas temporadas e meia não é cena habitual no futebol mundial. Romário fez.

1981-1988
183
Estreia, formação e Olimpíada de Seul
1999-2002
137
73 só em 2000, Mercosul e Mundial de Clubes
2005-2007
65
O milésimo gol em São Januário
1986
42
2000
66
2001
42
2005
32

PSV: 165 gols em 5 temporadas no auge holandês

Foram cinco temporadas e meia em Eindhoven, fechando em 165 gols. A primeira completa, 1988/89, terminou com 43 gols, o título da Eredivisie e a primeira artilharia da liga, antes mesmo de completar 23 anos. As três seguintes mantiveram média acima dos 24 por ano. O tricampeonato consecutivo entre 1989 e 1992 colocou o PSV à frente do Feyenoord no ranking histórico de títulos da liga, situação que não acontecia havia décadas. Romário foi artilheiro da Eredivisie em 1989, 1990 e 1991. Bota holandesa três anos seguidos. Guus Hiddink dirigia o time. Bobby Robson chegou na sequência.

Dos 165, 98 saíram na Eredivisie, 22 na Copa dos Campeões (formato anterior à Champions League atual), 14 na Copa da Holanda. Outros 31 vieram em torneios menores e amistosos europeus. A passagem é um capítulo curioso da memória brasileira: Romário é mais lembrado pelo Barcelona, mas, na conta dura, foi três vezes mais artilheiro pelo PSV. 165 a 53. Em 2022, o Philips Stadion gravou os pés dele na própria calçada da fama. Hiddink, anos depois, descreveria assim o atacante que comandou: “antes de partidas cruciais, ele chegava e dizia ‘tranquilo, coach, eu vou marcar e a gente vai ganhar’. E em oito de cada dez jogos como aqueles, ele marcava”. A frase, lapidar, não era exagero da memória. A planilha confirma.

165
Gols pelo PSV
98
Na Eredivisie
22
Na Copa dos Campeões
3
Eredivisies seguidas
3
Artilharias da liga
14
Na Copa da Holanda
43 gols em 1989: o ano de explosão
Primeira temporada cheia em Eindhoven, primeiro título de Eredivisie e primeira artilharia da liga. Aos 23 anos, Romário havia se firmado entre os centroavantes mais decisivos do futebol europeu.

Barcelona, Valencia e Fluminense: 115 gols em três passagens

Pelo Barcelona, em ano e meio entre 1993 e 1995, foram 53 gols. A passagem mais celebrada da carreira foi também a mais curta. Mas concentrou marcas que cinco anos no PSV não deram conta de igualar. Romário fechou La Liga 1993/94 como artilheiro com cinco hat-tricks numa única edição, recorde só quebrado por Cristiano Ronaldo em 2010/11, e ganhou na Espanha o apelido de Matador de Porteros. No 5 a 0 sobre o Real Madrid em janeiro de 1994, em pleno Camp Nou, marcou três vezes. O primeiro deles, com o drible que os espanhóis chamam de Cola de Vaca em cima do zagueiro Alkorta, foi eleito o gol mais bonito da história do clube em pesquisa do El Mundo Deportivo em 2008. Os 53 vieram em 79 jogos, ritmo de 0,67 por partida. Cruijff dava liberações para o Brasil sempre que Romário marcasse dois gols num jogo. Ele marcava.

Pelo Valencia, em duas passagens entre 1996 e 1997 (com cessão ao Flamengo no meio), marcou 14 gols. A primeira durou meio ano e foi cortada por desentendimento com Luis Aragonés. A segunda terminou no banco, depois de uma briga frontal com Claudio Ranieri sobre esquema tático. Romário voltou para o Rio. Pelo Fluminense, entre 2002 e 2005, somou 48 gols, com dois títulos cariocas (2002 e 2005) e o gol de bicicleta, único da carreira inteira, contra o Guarani no Maracanã, em 2003. Em 2005, com 39 anos, fez 22 gols pelo clube e ganhou a Bola de Prata do Brasileirão como artilheiro do campeonato (superando Robgol, do Paysandu, na reta final), antes do retorno final ao Vasco no ano seguinte.

Barcelona1993-1995
53
Fluminense2002-2005
48
Valencia1996
14

Flamengo: 204 gols em 5 anos no Rio

A chegada ao Flamengo em janeiro de 1995 foi tratada na época como a maior contratação da história do futebol brasileiro (em pesquisa de 2019 do GE com 100 jornalistas e ex-jogadores, manteve o status). Romário desceu a rampa do Galeão, foi ao Maracanã em carreata para 1 milhão de pessoas (estimativa da PM da época), e o clube inteiro orbitou em torno dele por cinco temporadas curtas, com cessão semestral ao Valencia no meio. Resultado: 204 gols. 45 em 1995, 37 em 1996, 35 em 1997, 39 em 1998, 48 em 1999. O pico veio aos 33 anos, com a Bola de Prata e a artilharia do Carioca. O título mais marcante foi o estadual de 1996, conquistado em campanha invicta.

Dos 204 gols rubro-negros, 75 saíram no Carioca, 47 no Brasileirão, 27 no Rio-São Paulo, 18 na Copa do Brasil e 15 na Copa Mercosul. Em 1997, contra o Corinthians no Pacaembu, deu o famoso elástico em Amaral antes de marcar de ângulo impossível. Foi aplaudido pela torcida adversária na vitória rubro-negra por 3 a 0. Mais do que o talento técnico ou o repertório de dribles, o que ficou foi o ritmo: sustentar média acima de 40 gols por temporada cheia, com 30 e tantos anos, no Brasileirão dos anos 1990, é número que coloca qualquer atacante em uma fila distinta da história do futebol nacional.

1995
45
1996
37
1997
35
1998
39
1999
48
Campeonato Carioca
75
Campeonato Brasileiro
47
Torneio Rio-São Paulo
27
Copa do Brasil
18
Copa Mercosul
15

Gols por ano: 73 em 2000 e 63 em 1997

O ano cheio mais artilheiro foi 2000, com 73 gols aos 34 anos. Bola de Prata, Mercosul, vice no Mundial de Clubes da FIFA, tudo pelo Vasco. Na temporada de 1997, sua segunda melhor em termos de gols marcados, marcou 63 vezes: ano em que o Flamengo dominou a Copa do Brasil e Romário fez 13 gols só na competição (o Grêmio venceu final, pelo gol fora de casa, num 2 a 2 que ainda dói). Em 1999, marcou 51 vezes, naquela que seria sua última temporada pelo rubro-negro.
A queda começou em 2003, primeiro ano sem Mercosul para entupir o calendário, com 20 gols. Em 2007, ano em que marcou seu milésimo gol, anotou 15 gols, todos nos primeiros meses da temporada antes da pausa que precedeu a aposentadoria oficial, em abril de 2008. Entre o início e o fim, três décadas inteiras de carreira centradas numa característica simples e impressionante: Romário foi goleador todo ano, contra qualquer adversário, em qualquer país, até passar dos 40.

2000
73
1997
63
1999
51
1988
49
1993
49
1995
48
1989
47
2001
45
2002
44
1996
43
1986
42
1987
42
1998
42
2006
41
1991
37
1992
37
1994
36
2005
36
1985
35
1990
24
1983
21
2003
20
2004
17
1982
16
2007
15
1984
14

Competições: 290 gols no Carioca, 156 no Brasileirão

O Campeonato Carioca é a competição em que Romário mais marcou: 290 gols, fruto das três passagens vascaínas, dos cinco anos no Flamengo, das duas temporadas e meia no Fluminense e do retorno simbólico ao América-RJ em 2009. Amistosos somam 160. O Brasileirão fica em 156. A Eredivisie holandesa rendeu 98. La Liga, 39. A Copa do Brasil, 36. As Copas do Mundo somaram 5 gols, todos no Tetra de 1994 nos Estados Unidos. Em 1990, na Itália, jogou 25 minutos contra a Escócia (já se recuperando de lesão no tornozelo) e não marcou. Em 1998, foi cortado por Zagallo a uma semana da estreia, lesão na panturrilha que ele jurava ser leve.

A concentração brasileira é o ponto da carreira. Carioca (290), Amistosos (160), Brasileirão (156), Copa do Brasil (36) e Rio-São Paulo (36) somam 678 gols, ou 67,7% do total. As competições internacionais (Eredivisie, La Liga, Copa dos Campeões, Mercosul, Eliminatórias, Mundial, Copa América, Olimpíada) somam 220, ou 22%. Os 19 gols pela USL Soccer pelo Miami em 2006 fecham a aventura americana, depois prolongada na Austrália pelo Adelaide United.

1Campeonato Carioca
290
2Amistosos
160
3Campeonato Brasileiro
156
4Eredivisie
98
5La Liga
39
6Copa do Brasil
36
Torneio Rio-São Paulo
36
8Copa Mercosul
24
9Copa dos Campeões
22
10USL Soccer
19
11Copa da Holanda
14
12Eliminatórias
11
13Copa América
8
14Olimpíadas
7
15Copa do Mundo
5

Maiores vítimas: Botafogo e Olaria empatados com 34 cada

Botafogo e Olaria dividem o pódio: 34 gols em cada, acumulados em quase três décadas de Carioca. América-RJ vem em terceiro com 31, Madureira com 24, Fluminense com 23 e Palmeiras com 22, primeiro adversário não-carioca da lista. Volta Redonda recebeu 21. Americano, Corinthians e Flamengo, 19 cada. O top 10 fecha com Bangu (18). Apenas adversários cariocas e paulistas figuram entre os sete primeiros. É o mapa direto dos 290 gols no Carioca.

Fora do Brasil, o recorde é contra o MVV Maastricht: 13 gols entre 1988 e 1993, em jogos da Eredivisie, Copa da Holanda e amistosos. Utrecht apanhou 10 vezes. Volendam, Feyenoord e Atlético de Madrid empatam com 9 cada. Pela Seleção principal, México foi o adversário preferido, com 7 gols, à frente da Venezuela (6) e da Austrália (5). Os 5 gols do Tetra de 1994 saíram contra Rússia (estreia), Camarões (passando por três defensores antes do chute de bico), Suécia (gol de empate na fase de grupos), Holanda (de primeira, no 3 a 2 das quartas) e Suécia outra vez (de cabeça, entre dois zagueiros muito mais altos, na semifinal).

1Botafogo
34
Olaria
34
3América (RJ)
31
4Madureira
24
5Fluminense
23
6Palmeiras
22
7Volta Redonda
21
8Americano (RJ)
19
Corinthians
19
Flamengo
19

Seleção: 64 gols pela principal, 18 por base e olímpica

Pela Seleção principal, foram 64 gols entre 1987 e 2005, divididos em 28 amistosos, 11 nas Eliminatórias (segundo maior brasileiro do recorte até 2021, quando Neymar passou), 8 na Copa América (campeão em 1989 e 1997), 5 na Copa do Mundo de 1994 e 12 em torneios oficiais menores. Os cinco do Tetra saíram em seis jogos: contra Rússia, Camarões (com aquele drible em três adversários antes do chute de bico), Suécia (gol de empate na fase de grupos), Holanda (de primeira, na vitória por 3 a 2 das quartas) e Suécia novamente (de cabeça, entre Roland Nilsson e Patrik Andersson, na semifinal por 1 a 0). Foi eleito melhor jogador da Copa pela FIFA e, no fim do ano, o melhor jogador do mundo. Único brasileiro a juntar Tetra e prêmio individual máximo da entidade na mesma temporada. Em 1990, jogou 25 minutos e não marcou na Itália. Em 1998, foi cortado por Zagallo a uma semana da estreia.

Os outros 18 saíram pelas seleções de base e olímpica. Pela Sub-20, em 1985, antes mesmo de estrear pelo profissional do Vasco, fez 11 gols entre o Sul-Americano da categoria e o Torneio João Havelange. Pela Seleção olímpica, em Seul 1988, foram 7 gols em seis jogos: dois sobre a Nigéria (4 a 0), três sobre a Austrália (3 a 0) na primeira fase, um na semifinal contra a Alemanha Ocidental (empate em 1 a 1, decidido nos pênaltis) e um na final, perdida na prorrogação para a União Soviética por 2 a 1. Foi a única medalha que faltou na carreira: prata. Romário e Bebeto, juntos pela Seleção principal, jogaram 22 partidas com 16 vitórias e 6 empates. Nunca perderam. Antes deles, só Pelé e Garrincha tinham conseguido o mesmo.

64
Seleção principal
5
Na Copa do Mundo 1994
11
Nas Eliminatórias
8
Na Copa América
7
Olímpica Seul 1988
11
Sub-20 (1985)
Tetracampeão e melhor do mundo no mesmo ano
5 gols em 6 jogos no Mundial dos EUA, Bola de Ouro da Copa pela FIFA e o World Player do Ano. Primeiro brasileiro a vencer a Copa do Mundo e prêmio individual máximo na mesma temporada.

Hat-tricks e o milésimo: 20 de maio de 2007

Foram 87 jogos com hat-trick ou mais na carreira, distribuídos por todos os clubes profissionais (com exceção de Adelaide e Olaria). 16 desses jogos fecharam com pôquer (4 gols). 2 com cinco (a goleada do Flamengo sobre o Olaria por 6 a 2 em 1996, no Carioca, e o 15 a 0 do PSV sobre o Rodan em pré-temporada de 1990). Marcou três contra o Real Madrid no célebre 5 a 0 do Camp Nou em janeiro de 1994. Mais três contra o Atlético de Madrid em cada um dos turnos da temporada de 1993/94, em La Liga, em jogos que terminaram em 4 a 3 (no primeiro turno) e 5 a 3 (no segundo). Os cinco hat-tricks daquela edição quebraram um recorde que pertencia a Lángara (1935/36) e Telmo Zarra (1946/47), e ficaria com Romário até Cristiano Ronaldo passar dele em 2010/11.

O milésimo saiu em 20 de maio de 2007, contra o Sport, em São Januário, pela segunda rodada do Brasileirão. Pênalti convertido no canto direito de Magrão, depois de o zagueiro Durval cortar de mão um cruzamento de Thiago Maciel. Romário tinha 41 anos. Marcou mais dois na partida pelo registro vascaíno, fechando 1.002. Pelé chegou ao milésimo no Maracanã em 19 de novembro de 1969, contra o Vasco, em jogo aguardado pela imprensa nacional inteira durante semanas. Romário chegou ao seu num pênalti em jogo qualquer da segunda rodada de Brasileirão, com adversário sem pretensão. Os dois números são iguais. As marcas, não. Mas o que talvez resuma o Baixinho mesmo seja uma frase que ele próprio diria em 2004: “nunca fui atleta. Se eu tivesse levado uma vida regrada como atleta, eu teria feito muito mais gols, mas não sei se seria feliz como sou hoje”.

87
Hat-tricks ou mais
16
Pôqueres (4 gols)
2
Jogos com 5 gols
1.002
Total na carreira
Brasileiro a chegar a 1.000
28
Anos no ataque
20 de maio de 2007 · São Januário
Vasco 3-1 Sport, Brasileirão
Pênalti convertido por Romário aos 41 anos. Pelé foi o primeiro brasileiro a alcançar a marca em 1969. Romário fechou a conta 38 anos depois, na segunda rodada da Série A.