Estados Unidos: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros
O melhor que os Estados Unidos já fizeram numa Copa do Mundo aconteceu logo na primeira: a semifinal de 1930, no Uruguai, depois reconhecida como um 3.º lugar. De lá para cá vieram longos silêncios, incluindo 40 anos seguidos fora do torneio, entre 1950 e 1990. Em 2026 chega a 12.ª participação, e o país recebe a competição pela segunda vez, ao lado de México e Canadá, 32 anos depois de 1994. No total, são 37 partidas e 40 gols.
Indice
1930: a semifinal e o primeiro hat-trick da história
Na Copa do Mundo inaugural, no Uruguai, os Estados Unidos golearam Bélgica e Paraguai por 3 a 0 e avançaram à semifinal, onde a Argentina venceu por 6 a 1. Como o torneio não teve disputa de 3.º lugar, a campanha foi posteriormente declarada como terceiro posto, até hoje o melhor resultado americano. A edição ainda rendeu um marco mundial: o atacante Bert Patenaude, autor dos 3 gols contra o Paraguai, foi reconhecido pela FIFA em 2006 como o autor do primeiro hat-trick da história das Copas.
1950: o Milagre de Belo Horizonte
EUA 1, Inglaterra 0. No Estádio Independência, em Belo Horizonte, diante de 10.151 pessoas, Joe Gaetjens marcou aos 38 minutos o gol que derrubou os ingleses, estreantes em Copas e candidatos ao título, num dos maiores resultados surpreendentes da história do torneio. A façanha não teve sequência: os americanos haviam perdido por 3 a 1 para a Espanha na estreia e caíram por 5 a 2 para o Chile no Recife, despedindo-se na fase de grupos. Depois daquele torneio, os EUA só voltariam a uma Copa em 1990, na Itália.
Donovan: artilheiro e recordista de jogos
Landon Donovan lidera as duas listas históricas americanas: é o maior artilheiro em Copas, com 5 gols (2 em 2002 e 3 em 2010), e o recordista de partidas, com 12 jogos em três edições. Clint Dempsey e o pioneiro Bert Patenaude vêm atrás na artilharia com 4 cada, seguidos de Brian McBride com 3. Em presenças, Cobi Jones, Earnie Stewart e DaMarcus Beasley somam 11 jogos cada, com Beasley carregando a marca rara de quatro Copas disputadas (2002 a 2014).
| 1 | Landon Donovan | |
| 2 | Clint Dempsey | |
| 3 | Bert Patenaude | |
| 4 | Brian McBride |
2002: as quartas de final na Ásia
A melhor Copa da era moderna americana começou com um 3 a 2 sobre Portugal, com gols de O’Brien e McBride e um gol contra de Jorge Costa. Depois do empate com a Coreia do Sul e da derrota para a Polônia, os EUA avançaram e resolveram a rivalidade continental nas oitavas: 2 a 0 sobre o México, com McBride e Donovan. A caminhada parou nas quartas, num 1 a 0 para a Alemanha, ainda assim a campanha mais profunda dos americanos desde 1930.
2010 a 2022: as oitavas como teto
Nas últimas quatro participações, os EUA pararam sempre nas oitavas de final. Em 2010, Donovan marcou 3 vezes, incluindo o único gol da vitória sobre a Argélia na última rodada do grupo, antes da queda por 2 a 1 na prorrogação contra Gana. Em 2014, outra eliminação na prorrogação, por 2 a 1 para a Bélgica, ficou marcada pelo recorde mundial de Tim Howard: 16 defesas, a maior marca de um goleiro num jogo de Copa.
Após a ausência em 2018, a primeira desde 1986, a nova geração de Pulisic, McKennie e Adams voltou em 2022: empates com País de Gales e Inglaterra, vitória por 1 a 0 sobre o Irã com gol de Pulisic, e a despedida nas oitavas por 3 a 1 contra a Holanda.
As 12 participações, de 1930 a 2026
A linha do tempo americana tem três blocos: o início forte de 1930, a longa travessia (presenças isoladas em 1934 e 1950, depois 40 anos de ausência) e a era contínua desde 1990, quebrada apenas em 2018. No total são 9 vitórias, 8 empates e 20 derrotas em 37 jogos, com aproveitamento de 24,3% de triunfos, 40 gols a favor, 66 contra e saldo de -26.
| 1930 | 2 1 | 3.º lugar |
| 1934 | 1 | Oitavas |
| 1950 | 1 2 | Grupos |
| 1990 | 3 | Grupos |
| 1994 | 1 1 2 | Oitavas |
| 1998 | 3 | Grupos |
| 2002 | 2 1 2 | Quartas |
| 2006 | 1 2 | Grupos |
| 2010 | 1 2 1 | Oitavas |
| 2014 | 1 1 2 | Oitavas |
| 2022 | 1 2 1 | Oitavas |
2026: anfitriões no Grupo D com Pulisic no auge
Comandados por Mauricio Pochettino, os EUA entram na Copa caseira com um plantel de 26 jogadores e média de 26,9 anos. Christian Pulisic, aos 27 anos e com 86 jogos e 33 gols pela seleção, lidera um núcleo que inclui Weston McKennie, Tyler Adams, Timothy Weah e Antonee Robinson, com o zagueiro Tim Ream, de 38 anos, como veterano. O Grupo D reúne Paraguai, Austrália e Turquia, com estreia e encerramento no SoFi Stadium, em Los Angeles, e a segunda rodada em Seattle.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




