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Football Manager: Como Jogar Igual ao Leeds de Bielsa

Se você é um pouco mais velho, certamente lembra da fase de ouro de Marcelo “El Loco” Bielsa no futebol argentino – e, depois, comandando a própria Seleção Argentina – entre os anos 1990 e a virada do século. Pois bem, o que talvez você não saiba é que, após um período em baixa, o lendário treinador voltou com tudo para a primeira prateleira do futebol mundial. E isso tudo se deve ao seu atual trabalho no Leeds United.

Bielsa comandou o Leeds no título da segunda divisão inglesa, na temporada passada. Com isso, levou a equipe de volta à primeira divisão do futebol inglês pela primeira vez em 16 anos. Ele conseguiu isso sendo fiel ao seu estilo tático original e agressivo, que fizeram dele um ídolo para treinadores como Pep Guardiola, entre muitos outros.

Neste artigo, contamos um pouco mais sobre o estilo de jogo do Leeds sob o comando de Bielsa. Tentamos, também, ensinar você a aplicar o mesmo modelo em seu time no football manager. Vamos lá?

Histórico de Marcelo Bielsa

Bielsa iniciou sua carreira no mesmo clube em que teve uma breve carreira como jogador: o Newell’s Old Boys, da Argentina. Ele se destacou como técnico ao levar o clube ao título da Primeira Divisão na Argentina, em 1991. No ano seguinte, ainda bateu na trave quanto ao título da Libertadores, tendo sido derrotado pelo São Paulo de Telê Santana na grande final.

Após uma passagem mais apagada pelo México, Bielsa voltou à Argentina e conquistou seu segundo título da Primeira Divisão, desta vez com o Vélez Sarsfield. O feito rendeu a ele uma proposta do Espanyol, da Espanha.

A passagem pelo time de Barcelona foi breve, pois ele logo recebeu uma oferta que não pôde recusar: o comando da seleção argentina. Bielsa teve uma passagem marcante no comando da Argentina, ao longo de 6 anos. Obteve 61,8% de vitórias, fez uma campanha impressionante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 e levou o time à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004. No entanto, acabou falhando na Copa do Mundo de 2002 e na decisão da Copa América de 2004, perdida para o Brasil. Acabou deixando a seleção argentina no mesmo ano.

Depois de uma passagem como técnico da seleção chilena, Bielsa mudou-se para o Athletic Bilbao, onde terminou como vice-campeão da Liga Europa e da Copa del Rey, na campanha 2011/12. Depois disso, vieram experiências ruins no Olympique de Marseille e no Lille, e sua moral permaneceu baixa até a contratação pelo Leeds.

Jogando como o Leeds de Bielsa no FM 2020

Bielsa pode estar sem conquistar troféus importantes em sua carreira, desde que deixou o futebol argentino, mas sua influência na era moderna do futebol, em termos de filosofia e tática, não pode ser negada. Técnicos como Pep Guardiola, Diego Simone e Mauricio Pochettino já se renderam a ele e o apontam como referência tática.

Bielsa gosta de armar seus times em um esquema 3-3-3-1, que foi aperfeiçoado durante suas passagens pelas seleções de Argentina e Chile. A formação permite uma rápida transição, mas os jogadores devem manter um alto nível de concentração e participação para que a tática funcione. Como na maioria das formações modernas, a tática muda quando a equipe tem a posse de bola, em comparação com a falta dela.

Há diversas táticas no estilo Bielsa disponíveis para download no FM 2020, mas a mais próxima ao original é a chamada ‘El loco’ 41221, da RDF. Ela mostra como o Leeds United se alinha sob a orientação de Bielsa desde 2019. Entre os três que se posicionam atrás sem a bola, Kalvin Phillips tem um papel-chave como “Half-Back”. Trata-se de uma espécie de defensor meio-campista, que desliza para a defesa quando a equipe está sem bola e passa a atacar quando sua equipe recupera a posse de bola.

O papel do Half-Back é considerado a chave para essa formação. Ele precisa ser capaz de organizar o jogo, mas também deve ser hábil na defesa, pois enfrentará o ataque adversário. Os laterais precisam ser bons tanto no ataque quanto na defesa. Devem, também, ter resistência suficiente para apoiar e voltar constantemente.

Os alas invertidos precisam ser bons finalizadores, pois devem apoiar o atacante solitário e assumir parte do fardo do gol. Um atacante completo é o mais adequado para o papel de atacante solitário, já que se espera que ele crie chances para os alas invertidos, bem como para quaisquer meio-campistas que se juntem ao ataque. Além disso, ele deve ser a principal fonte de gols da equipe.

Estilo Tático

Mentalidade: Positiva

Com a posse da bola: Pass into Space (ou Work Ball into Box, dependendo do aproveitamento), Play out of Defence, Be More Expressive, Overlap Left, Overlap Right.

Na transição: Take Short Kicks, Distribute to Centre-Backs, Counter, Counter Press.

Sem a bola: Defend Narrower, Higher Defensive Line, Much Higher Line of Engagement, Extremely Urgent, Get Stuck In, Use Offside Trap.

Principais estatísticas para cada posição

Sweeper Keeper (defesa): Comunicação, Excentricidade, Saídas, Bravura, Concentração, Decisões, Aceleração, Velocidade.

Zagueiros Centrais (defesa): Cabeceio, Bravura, Força, Posicionamento, Marcação, Trabalho em Equipe, Concentração, Decisões.

Alas (ataque): Velocidade, Resistência, Posicionamento, Sem Bola, Marcação, Antecipação, Índice de Trabalho, Cruzamento, Decisões.

Half-Back (defesa): Passe, Trabalho em Equipe, Decisões, Antecipação, Resistência, Primeiro Toque, Compostura, Visão, Bravura.

Box to Box (suporte): Passe, Desarme, Decisões, Determinação, Sem Bola, Posicionamento, Índice de Trabalho, Aceleração, Condição Física Natural, Resistência.

Meia central (defesa): Passe, Desarme, Concentração, Trabalho em Equipe, Índice de Trabalho, Marcação, Determinação, Posicionamento.

Ponta invertido (suporte): Drible, Primeiro Toque, Técnica, Imprevisibilidade, Aceleração, Velocidade, Agilidade, Cruzamento, Finalização, Compostura.

Atacante (suporte): Velocidade, Sem Bola, Trabalho em Equipe, Antecipação, Decisões, Compostura, Equilíbrio, Finalização, Primeiro Toque, Técnica, Visão, Passe.

Conclusão

O que está por trás do sucesso ou não dessa tática é a marcação alta sob pressão e a flexibilidade da formação. No primeiro caso, a marcação alta é necessária para que o time comece a defender na frente e mantenha a bola longe de sua área o máximo possível. No segundo caso, a flexibilidade possibilita variações no posicionamento com e sem a bola.

Parece complicado, mas são conceitos que inspiraram os grandes times de Guardiola, por exemplo, e tiveram grande influência sobre as táticas modernas no futebol. Agora chegou a sua vez de testar em seu time!