Suíça: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros
A Suíça vive duas histórias diferentes na Copa do Mundo. Na era pioneira, chegou três vezes às quartas de final, em 1934, 1938 e 1954, esta como anfitriã, e nunca foi além. Na era moderna, repetiu cinco vezes as oitavas desde 1994, sempre parando ali. A 13.ª participação chega em 2026, com 41 partidas e 55 gols somados ao longo das Copas do Mundo.
Indice
- 1 1954: a Copa em casa e o 7 a 5 contra a Áustria
- 2 Hügi e Shaqiri: os artilheiros de duas eras
- 3 Shaqiri: recordista com 14 jogos em quatro Copas
- 4 2006 e 2010: o zero atrás e a vitória sobre a Espanha
- 5 1938: o replay histórico contra a Alemanha
- 6 O histórico suíço, edição por edição
- 7 2026: Grupo B com a geração de Xhaka veterana
1954: a Copa em casa e o 7 a 5 contra a Áustria
Anfitriã, a Suíça fez sua Copa mais goleadora: 11 gols em 4 jogos, com Josef Hügi marcando 6 e levando a Bota de Prata compartilhada do torneio, até hoje o único prêmio individual de um suíço em Mundiais. A campanha terminou nas quartas, num placar que virou lenda: Áustria 7, Suíça 5, jogo de 12 gols em que Hügi fez um hat-trick e Ballaman marcou duas vezes, sem evitar a eliminação diante dos vizinhos.
Hügi e Shaqiri: os artilheiros de duas eras
Hügi lidera a artilharia suíça em Copas com 6 gols, todos em 1954, seguido por Xherdan Shaqiri, com 5 espalhados por três edições: o hat-trick contra Honduras em 2014 e mais um gol em cada uma das Copas de 2018 e 2022. Com 4 vêm André Abegglen, autor de 2 gols no histórico replay contra a Alemanha em 1938, e Robert Ballaman, da campanha de 1954. Kielholz, da estreia de 1934, e Fatton fecham a lista com 3.
| 1 | Josef Hügi | |
| 2 | Xherdan Shaqiri | |
| 3 | André Abegglen | |
| 4 | Robert Ballaman | |
| 5 | Leopold Kielholz | |
| 6 | Jacques Fatton |
Shaqiri: recordista com 14 jogos em quatro Copas
Shaqiri também é o suíço com mais partidas em Copas: 14 jogos entre 2010 e 2022. Atrás dele vêm Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka, com 12 cada, e o trio de 10 formado por Lichtsteiner, Behrami, presente em quatro edições, e Seferovic. Foi com Xhaka e Shaqiri que a Suíça viveu seu jogo mais marcante da era moderna: a virada por 2 a 1 sobre a Sérvia em 2018, com um gol de cada.
| 1 | Xherdan Shaqiri | |
| 2 | Ricardo Rodríguez | |
| 3 | Granit Xhaka | |
| 4 | Stephan Lichtsteiner | |
| 5 | Valon Behrami | |
| 6 | Haris Seferovic |
2006 e 2010: o zero atrás e a vitória sobre a Espanha
A Suíça de 2006 escreveu uma das estatísticas mais estranhas das Copas: foi eliminada sem sofrer um único gol. Quatro jogos, zero gols contra, e a queda nas oitavas para a Ucrânia, nos pênaltis, por 3 a 0 após 0 a 0 em 120 minutos. Quatro anos depois, em Durban, veio outro feito: o 1 a 0 sobre a Espanha na estreia de 2010, com gol de Gelson Fernandes, a única derrota da campeã daquela Copa.
1938: o replay histórico contra a Alemanha
Nas oitavas da Copa da França, Suíça e Alemanha empataram em 1 a 1, e a vaga foi decidida em jogo extra, como mandava a regra da época: 4 a 2 para os suíços em Paris, com dois gols de Abegglen, mais Walaschek e Bickel, diante de uma seleção alemã reforçada à força por jogadores da Áustria recém-anexada. A campanha parou nas quartas, com o 2 a 0 da Hungria.
O histórico suíço, edição por edição
A história suíça tem três fases nítidas: a era forte dos pioneiros (1934 a 1954), a travessia com duas campanhas sem pontos nos anos 60 e um jejum de 28 anos, e a regularidade moderna desde 1994. No total são 14 vitórias, 8 empates e 19 derrotas em 41 jogos, com 55 gols a favor, 73 contra e saldo de -18.
| 1934 | 1 1 | Quartas |
| 1938 | 1 1 1 | Quartas |
| 1950 | 1 1 1 | Grupos |
| 1954 | 2 2 | Quartas |
| 1962 | 3 | Grupos |
| 1966 | 3 | Grupos |
| 1994 | 1 1 2 | Oitavas |
| 2006 | 2 2 | Oitavas |
| 2010 | 1 1 1 | Grupos |
| 2014 | 2 2 | Oitavas |
| 2018 | 1 2 1 | Oitavas |
| 2022 | 2 2 | Oitavas |
2026: Grupo B com a geração de Xhaka veterana
Na 13.ª participação, a Suíça relaciona 26 jogadores de média 28,3 anos, liderados pelo capitão Granit Xhaka, dono de 146 jogos pela seleção, pelo centroavante Breel Embolo, com 24 gols em 86 partidas, e por Ricardo Rodríguez, de 138 jogos, rumo à sua quarta Copa. Manuel Akanji, autor do gol suíço nas oitavas de 2022, ancora a defesa. No Grupo B, os adversários são Catar, Bósnia e o Canadá anfitrião, encerrando a fase em Vancouver.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




