Matheus Cunha – estatísticas, gols e assistências
Atacante versátil que passou por seis clubes em quatro países, Matheus Cunha reúne 84 gols em 331 jogos como profissional, a 0,25 por partida. O atacante demorou a engrenar na Europa, viveu o auge no Wolverhampton, com 33 gols em três temporadas, e por isso foi comprado pelo Manchester United em 2025, numa transferência entre clubes da Premier League. Versátil no ataque, ele entrou na lista do Brasil para a Copa do Mundo de 2026.
Indice
Quatro países e seis clubes até o Manchester United
A obra de Matheus Cunha está espalhada por toda a Europa. O Wolverhampton concentra a maior parte: 33 gols em 92 jogos, entre 2023 e 2025, a passagem que projetou o nome dele na Premier League. Chegou por empréstimo em janeiro de 2023 e logo foi efetivado, virando um dos destaques do clube.
Antes disso, marcou 13 gols pelo Hertha Berlim, 10 pelo Sion na estreia europeia e 8 pelo RB Leipzig, todos na primeira metade da carreira. O Sion, na Suíça, foi o primeiro clube profissional, em 2017, antes da mudança para a Alemanha. O Atlético de Madrid foi a fase mais discreta em gols, com 7 em 54 jogos, ainda que com presença frequente no elenco.
No Manchester United, para onde foi em 2025 por cerca de 62 milhões de libras, já soma 10 gols em 35 jogos. Somados os seis clubes, são 81 gols, a 0,26 por jogo. Só entre Wolverhampton e Manchester United estão 43 deles, com a Inglaterra concentrando a maior produção recente.






O salto no Wolverhampton, de 2 a 17 gols por ano
A divisão por temporada mostra uma curva de paciência. Depois de 10 gols na estreia pelo Sion, Cunha oscilou entre 5 e 8 por temporada na Alemanha e teve o pior ano em 2022/23, com apenas 2 gols. Foi o período de menor confiança, dividido entre o fim da passagem no Atlético e a chegada à Inglaterra.
A virada veio na Inglaterra. Foram 14 gols em 2023/24 e 17 em 2024/25, a melhor marca da carreira, o que o transformou em alvo dos grandes clubes da Premier League. Nesse período, chegou inclusive a marcar um hat-trick no Campeonato Inglês.
Já no Manchester United, a primeira temporada terminou com 10 gols em 35 jogos. Os números logo na estreia pelo clube mantiveram o ritmo recente, em vez de repetir as quedas das primeiras trocas de time. A leitura geral é a de um atacante que levou alguns anos para encontrar regularidade e a achou tarde, mas em alto nível.
Gols por temporada e clube principal do ano
A pontaria que melhorou na Premier League
O aproveitamento de Cunha varia bastante conforme o clube. A melhor média é a do Wolverhampton, com 0,36 gol por jogo, seguida do Hertha Berlim, com 0,33, e do Sion, com 0,30. São três clubes em que ele atuou com mais liberdade ofensiva.
Os números mais baixos vêm da fase no Atlético de Madrid, com 0,13, e no RB Leipzig, com 0,15, justamente os clubes em que ele teve menos espaço como titular. No Manchester United, a taxa está em 0,29, perto do melhor da fase europeia.
A média geral de 0,25 gol por jogo resume um atacante que rendeu mais à medida que ganhou protagonismo. Quanto mais titular, melhor o aproveitamento, padrão que se confirma nas duas pontas da carreira. O Sion no começo e o Wolverhampton no auge, ambos com titularidade, reúnem as melhores médias da lista.
Média geral na carreira: 0,25 gol por jogo (0,26 considerando só clubes).
Anos de banco antes de virar titular
Nos clubes, 202 das partidas de Matheus Cunha foram como titular e 102 saindo do banco. É uma proporção alta de jogos como reserva, reflexo de um começo de carreira em que entrava no decorrer das partidas.
Esse rodízio marcou sobretudo as passagens por RB Leipzig e Atlético de Madrid, quando dividia a vaga e somava minutos como opção. A titularidade fixa veio mais tarde, no Wolverhampton.
A relação entre titularidade e produção é direta na carreira dele. Os anos de mais gols coincidem com os de mais jogos começando entre os onze, padrão claro a partir de 2023.
Ainda pouco aproveitado na Seleção principal
Pela Seleção Brasileira principal, Cunha soma 25 jogos e 3 gols, a 0,12 por partida. A estreia veio em 2021, pelas Eliminatórias, diante do Chile, mas o espaço no time nacional nunca foi garantido. Atacante versátil, capaz de jogar centralizado, como meia-atacante ou pela ponta, ele foi chamado por Ancelotti em maio de 2026.
Esse retrospecto integra o comparativo do Brasil nas Copas. Chamado por uma seleção no grupo dos maiores campeões do torneio, ele aparece como opção de ataque para 2026, depois da temporada de destaque no clube. É a primeira convocação para uma Copa, num momento de maturidade da carreira.
Diferente da Copa do Mundo de 2022, que passou sem ele no elenco, a de 2026 marca a estreia em Mundiais. Os 3 gols pela seleção ainda são poucos diante dos 81 em clubes, contraste de quem brilhou mais no dia a dia europeu do que com a camisa nacional. Repetir os números de clube no time nacional é o desafio dele para 2026.
Retrospecto pela Seleção principal: 25 jogos, 3 gols, 0,12 por partida, desde a estreia em 2021.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




