Raphinha – estatísticas, gols e assistências
Goleador e criador ao mesmo tempo, Raphinha carrega 147 gols e 92 assistências em 463 jogos como profissional, média de 0,32 gol por partida que o separa da maioria dos pontas. O auge veio em 2024/25, quando fez 34 gols e 22 assistências numa só temporada pelo Barcelona e terminou como artilheiro da Liga dos Campeões. É esse jogador de ataque completo, goleador e criador ao mesmo tempo, que o Brasil leva à Copa do Mundo de 2026.
Indice
Cinco clubes na Europa até explodir no Barcelona
A trajetória de Raphinha passou por seis times profissionais antes de ele virar referência mundial. No Vitória de Guimarães, onde estreou em Portugal, marcou 22 gols em 85 jogos, ainda muito jovem. Antes disso, somou 5 gols em 16 partidas pela equipe B, o degrau inicial da carreira na Europa.
Vieram o Sporting (9 gols em 41 jogos), o Rennes na França (8 em 36) e o Leeds na Inglaterra (17 em 67), cada parada num campeonato mais forte que o anterior. No Sporting, levantou a Taça de Portugal e a Taça da Liga de 2018/19, os primeiros troféus da carreira, antes de seguir a escalada por quatro países até a Espanha.
No Barcelona, o salto de produção foi grande: 75 gols em 177 jogos desde 2022/23, mais da metade de tudo que marcou como profissional. Foi também onde levantou os principais títulos, com três conquistas de La Liga e a Copa do Rei de 2024/25. O clube catalão concentra a fase de maturidade, em que ele deixou de ser promessa para virar protagonista.






2024/25: 34 gols, 22 assistências e a artilharia da Champions
Nenhuma temporada chega perto de 2024/25. Foram 34 gols e 22 assistências em 57 jogos, 56 participações diretas em gols num único ano, o melhor da carreira com folga.
Na Liga dos Campeões daquela temporada, ele liderou ao mesmo tempo os rankings de gols e de assistências, com 13 bolas na rede e 9 passes para gol na competição. O desempenho ajudou o Barcelona a conquistar La Liga, Copa do Rei e Supercopa da Espanha no mesmo ano. Na final da Supercopa, fez dois gols e deu uma assistência na vitória por 5 a 2 sobre o Real Madrid, saindo como melhor jogador da decisão.
As outras temporadas no clube ficaram num patamar mais baixo: 10 gols em 2022/23, outros 10 em 2023/24 e 21 em 2025/26. A curva deixa claro que 2024/25 foi um pico isolado, não a média do período catalão. Pelo conjunto daquele ano, ele foi eleito o melhor jogador da La Liga e entrou na equipe ideal do campeonato.
Goleador e garçom na mesma medida
O que distingue Raphinha de um ponta comum é o equilíbrio entre marcar e servir. São 147 gols e 92 assistências como profissional, perto de uma participação em gols a cada dois jogos.
A conta de assistências cresceu no Barcelona, onde somou 52 passes para gol, mas já vinha de antes: foram 12 no Vitória, outros 12 no Leeds e 6 no Rennes. Só no Sporting o número ficou baixo, com 2 em 41 jogos, sua fase menos criativa. O retrato é de um atacante que cria para os companheiros tanto quanto finaliza.
Somadas as duas colunas, são 239 participações em gols na carreira, uma a cada 1,9 jogo. É um retrospecto mais de articulador de ataque do que de centroavante puro de área.
239 participações em gols na carreira, uma a cada 1,9 jogo
Titular em 373 dos jogos como profissional
Raphinha começou jogando em 373 das partidas com escalação confirmada e entrou vindo do banco em 85. A proporção é de um titular fixo, raramente poupado quando está à disposição.
Os jogos saindo do banco se concentram nas primeiras temporadas na Europa e nas trocas de clube, quando ainda buscava espaço. Da fase no Leeds em diante, a titularidade passou a ser regra, e ele raramente saiu da escalação inicial.
Esse volume alto de minutos sustenta os números de gols e assistências. Quanto mais constante ficou entre os onze, mais participou das jogadas decisivas, padrão que estourou na temporada do Barcelona campeão. Só em 2024/25 foram 57 jogos disputados, o ano de maior carga de toda a carreira.
Da quase desistência ao ataque titular do Brasil
Pela Seleção Brasileira, Raphinha soma 41 jogos, 11 gols e 8 assistências, a 0,27 gol por partida. É o retrospecto de um titular do ataque, bem acima da média de presença dos pontas mais recentes. Em 2024, ele foi escolhido para a equipe ideal da Copa América, reflexo do peso que assumiu no setor ofensivo.
O retrospecto pela seleção se soma ao apanhado do Brasil nas Copas. O país disputa o título no grupo dos maiores campeões da história, e Raphinha chega como uma das referências do setor ofensivo.
Se a Copa do Mundo de 2022 o pegou ainda em afirmação, a de 2026 chega com ele vindo da melhor temporada da carreira. Os 11 gols pela seleção ainda ficam atrás dos números de clube, contraste comum a quem rende mais no dia a dia do que nos jogos espaçados do calendário nacional.
Retrospecto pela Seleção principal: 41 jogos, 11 gols, 8 assistências, 0,27 por partida.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




