Argentina: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros
Foram precisos 36 anos para a Argentina reencontrar o título mundial. O terceiro troféu veio em 2022, no Catar, e a Albiceleste chega a 2026 na sua 19.ª participação, como campeã a defender a taça. Entre os maiores campeões da Copa do Mundo, figura em 3.º, com 3 conquistas, atrás do Brasil (5) e de Alemanha e Itália, com 4 cada. Nas 18 Copas disputadas até 2022, foram 88 partidas, 152 gols e 6 finais, da decisão inaugural de 1930 à festa de Lusail.
Indice
- 1 Messi: 13 gols e o recorde argentino definitivo
- 2 Mais partidas: Messi à frente de Maradona e Mascherano
- 3 1978 e 1986: os títulos de Kempes e Maradona
- 4 1930, 1990 e 2014: as três finais perdidas
- 5 Catar 2022: a final do tri depois de 36 anos
- 6 Todas as 19 participações, ano a ano
- 7 Em 2026: Grupo J como campeã defensora
Messi: 13 gols e o recorde argentino definitivo
Lionel Messi encerrou o Catar 2022 com 13 gols em Copas do Mundo: 1 em 2006, 4 em 2014, 1 em 2018 e 7 em 2022, incluindo 2 na final contra a França. Bateu o recorde de Gabriel Batistuta (10) com folga. Guillermo Stábile, artilheiro da primeira Copa da história com 8 gols em 1930, e Diego Maradona, com os mesmos 8 distribuídos entre 1982 e 1994, dividem o terceiro posto.
Mario Kempes fecha o top 5 com os 6 gols de 1978, todos no torneio do primeiro título. São dados que só ganham dimensão quando colocados lado a lado com a carreira completa. Veja todos os gols de Messi e a distância entre o que ele fez em clubes e o que construiu com a seleção ao longo de cinco Copas do Mundo.
| 1 | Lionel Messi | |
| 2 | Gabriel Batistuta | |
| 3 | Guillermo Stábile | |
| 4 | Diego Maradona | |
| 5 | Mario Kempes | |
| 6 | Gonzalo Higuaín |
Mais partidas: Messi à frente de Maradona e Mascherano
Messi também lidera em jogos: 26 partidas mundialistas em 5 edições, mais do que qualquer outro jogador na história do torneio. Maradona vem em seguida com 21, entre 1982 e 1994, e Javier Mascherano soma 20 no ciclo 2006–2018. A lista argentina mistura gerações: Kempes aparece com 18 jogos em três Copas e Di María, campeão em 2022, fecha o top 5 com 17.
| 1 | Lionel Messi | |
| 2 | Diego Maradona | |
| 3 | Javier Mascherano | |
| 4 | Mario Kempes | |
| 5 | Ángel Di María |
1978 e 1986: os títulos de Kempes e Maradona
Em 1978, a Argentina ganhou em casa. Maradona, com 17 anos e já famoso no país, ficou fora da lista porque o técnico César Menotti o considerou inexperiente demais para a pressão do torneio. A camisa de protagonista ficou com Mario Kempes, que terminou como artilheiro com 6 gols e foi o primeiro argentino a ganhar a Bola de Ouro do Mundial. Na final, marcou aos 38 e aos 105 minutos da vitória por 3 a 1 na prorrogação sobre a Holanda, com Bertoni fechando o placar aos 115.
Em 1986, foi Maradona. Eleito o melhor jogador do torneio, marcou 5 gols, incluindo os dois da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas, o jogo do gol de mão e do gol do século. Na final contra a Alemanha Ocidental, diante de um recorde de público de 114.600 pessoas no Azteca, foi dele a assistência para Burruchaga decidir o 3 a 2 aos 84 minutos.
1930, 1990 e 2014: as três finais perdidas
A Argentina disputou a primeira final da história das Copas, em 1930, contra o Uruguai anfitrião e então campeão olímpico. Foi para o intervalo vencendo por 2 a 1 no Centenário, mas os donos da casa viraram para 4 a 2. Em 1990, na Itália, o caminho até a final teve duas classificações nos pênaltis, e a decisão contra a Alemanha Ocidental terminou em derrota por 1 a 0, pênalti de Brehme aos 85, num jogo em que Monzón e Dezotti foram expulsos.
Em 2014, no Maracanã, veio a quinta final argentina e o terceiro encontro com os alemães em decisões, o confronto mais repetido da história das finais. O tempo normal terminou sem gols, com chances dos dois lados, e Götze, que saiu do banco, definiu aos 113 minutos da prorrogação.
Catar 2022: a final do tri depois de 36 anos
A campanha começou com a derrota por 2 a 1 para a Arábia Saudita e terminou com a decisão mais dramática da história recente. Na final contra a França, a Argentina abriu 2 a 0 com pênalti de Messi e gol de Di María aos 36. Mbappé empatou em menos de dois minutos, com pênalti aos 80 e outro gol aos 81. Na prorrogação, Messi marcou de novo, e Mbappé fechou o hat-trick com o terceiro pênalti aos 118: o segundo jogador a marcar três vezes numa final de Copa masculina.
No 3 a 3, a definição foi para os pênaltis. A Argentina converteu todas as cobranças, com Messi, Dybala, Paredes e Montiel, e venceu por 4 a 2. Messi fechou o torneio com 7 gols em 7 jogos e a taça que faltava, 36 anos depois do bi de Maradona.
Todas as 19 participações, ano a ano
O retrospecto argentino tem três eras claras: a fundação (vice em 1930, depois décadas irregulares com ausências e eliminações precoces), a era Kempes-Maradona (título em 1978, segunda fase em 1982, título em 1986 e vice em 1990) e a era moderna, em que a equipe alcançou pelo menos as quartas de final em 5 das últimas 7 edições. No total são 47 vitórias, 17 empates e 24 derrotas em 88 jogos, com aproveitamento de 53,4% de triunfos, 152 gols a favor, 101 contra e saldo de +51.
| 1930 | 4 1 | 2.º lugar |
| 1934 | 1 | Oitavas |
| 1958 | 1 2 | Grupos |
| 1962 | 1 1 1 | Grupos |
| 1966 | 2 1 1 | Quartas |
| 1974 | 1 2 3 | 2.ª fase |
| 1978 | 5 1 1 | CAMPEÃ |
| 1982 | 2 3 | 2.ª fase |
| 1986 | 6 1 | CAMPEÃ |
| 1990 | 2 3 2 | 2.º lugar |
| 1994 | 2 2 | Oitavas |
| 1998 | 3 1 1 | Quartas |
| 2002 | 1 1 1 | Grupos |
| 2006 | 3 2 | Quartas |
| 2010 | 4 1 | Quartas |
| 2014 | 5 1 1 | 2.º lugar |
| 2018 | 1 1 2 | Oitavas |
| 2022 | 4 2 1 | CAMPEÃ |
Em 2026: Grupo J como campeã defensora
Campeã vigente, a Argentina disputa a 19.ª Copa do Mundo depois de liderar as Eliminatórias Sul-Americanas, com 12 vitórias, 2 empates e 4 derrotas em 18 jogos, 31 gols marcados e 10 sofridos. O Grupo J, com Argélia, Áustria e Jordânia, será disputado inteiramente nos Estados Unidos: a estreia em Kansas City e os dois jogos seguintes no AT&T Stadium, na região de Dallas. Messi, aos 38 anos, disputa a sexta Copa da carreira.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




