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    Jogadores que Deveriam ter ganho o Ballon d’Or

    Desde o ano de 1956, a conceituada revista francesa France Football, premia o melhor jogador de futebol da temporada, através do troféu denominado Ballon d’Or (Bola de Ouro, em francês).

    O critério de participação e escolha do vencedor sofreu diversas modificações ao longo dos anos, premiando, em algumas oportunidades, jogadores diversos do esperado pela crítica especializada e pelo público em geral. Confira a seguir os principais detalhes desta honraria e as escolhas mais controvertidas já realizadas.

    Evolução histórica da premiação – Da Europa para o Mundo

    Surgida em Paris, na França, a premiação anual ficou restrita até o ano de 1995 aos jogadores europeus, impossibilitando que estrangeiros concorressem ao prêmio mesmo atuando no continente. Por essa razão, dois dos maiores futebolistas de todos os tempos (Pelé e Maradona) nunca ganharam uma Bola de Ouro.

    No mesmo ano em que os jogadores estrangeiros atuantes no futebol europeu puderam concorrer ao prêmio (1995), a disputa foi vencida pelo liberiano George Weah, astro do Milan (ITA). A internacionalização completa do prêmio só veio a partir de 2007, passando a englobar os jogadores de todas as ligas profissionais de futebol existentes no mundo, não fazendo qualquer distinção entre os atletas.

    Ballon d’Or e FIFA World Player of the Year

    As pessoas menos familiarizadas com o futebol costumam confundir as premiações, sobretudo em virtude de ambas premiarem individualmente os melhores jogadores de futebol da temporada, e por serem entregues ao final de cada ano, normalmente no mês de dezembro.  No entanto, apesar de suas similaridades, existem relevantes diferenças entre elas, que vão desde a data de criação do prêmio, até os critérios de escolha dos premiados. Neste contexto, há de se esclarecer que o atualmente denominado “Fifa – The Best Football Awards”, teve seu início no ano de 1991, época em que a Federação Internacional de Futebol(Associação) – FIFA, entidade máxima do futebol, passou a conceder anualmente ao escolhido o título de melhor jogador do mundo. Referido prêmio, primordialmente nomeado de “FIFA World Player of the Year”, é decidido após a realização de diversas etapas, contando com a participação de ex-atletas, treinadores das seleções nacionais e atualmente até do público em geral, ou seja, diferentemente do que ocorre na escolha da Bola de Ouro, a qual é decidida exclusivamente pelos votos de jornalistas integrantes da Federação Internacional de Jornalistas.

    Breve Unificação dos Troféus

    No ano de 2010, a France Football e a FIFA se uniram visando à unificação da premiação, ensejando a criação do prêmio que foi intitulado de “FIFA Ballon d’Or”. A união perdurou apenas até o ano de 2015, tendo como vencedores apenas dois jogadores, quais sejam, o argentino Lionel Messi, ganhador de quatro troféus (2010, 2011, 2012 e 2015), e o português Cristiano Ronaldo, vencedor em duas oportunidades (2013 e 2014).

    Assim, a partir de 2016, a premiação voltou a ser realizada nos moldes anteriores, ocorrendo em solenidades distintas e independentes, o “Ballon d’Or”, entregue pela revista France Football e o prêmio da FIFA, o qual foi rebatizado com o nome de “The Best FIFA Football Awards”.

    Principais Ganhadores do Ballon d’Or

    Apesar de nomes como Pelé, Maradona e Zico nunca terem figurado entre os vencedores do prêmio, haja vista que até o ano de 1995 nenhum cidadão não europeu podia concorrer ao troféu, diversas lendas do futebol foram condecoradas pela revista. No topo da lista, com três conquistas cada, figuram quatro jogadores, sendo eles os holandeses Johan Cruijff (1971, 1972 e 1973) e Marco van Basten (1988, 1989 e 1992), o francês Michel Platini (1983, 1984, 1985) e mais recentemente o português Cristiano Ronaldo, vencedor em 2008, 2016 e 2017. No segundo lugar, com duas conquistas cada, figuram nomes como o do argentino Lionel Messi (2009 e 2019) e o do lendário jogador alemão Franz Beckenbauer (1972, 1976). Representando o Brasil, Ronaldo “Fenômeno” também conquistou o troféu em duas oportunidades (1997 e 2002).

    A escolha mais controversa do Ballon d’Or

    Mesmo com a abertura da premiação aos jogadores considerados estrangeiros (sem cidadania europeia), os torneios de clubes europeus continuaram a ser o balizador para as escolhas dos vencedores da Bola de Ouro. Por essa razão, em algumas temporadas a escolha do vencedor não representou a vontade de todos os apreciadores do futebol, gerando inúmeras críticas da mídia especializada e do público em geral. A título de exemplo, podemos citar o ano de 1996, no qual o ganhador do prêmio foi o líbero alemão Matthias Sammer. Isso porque, apesar dos feitos coletivos (Campeão da Eurocopa e da Liga dos Campeões) e individuais (melhor jogador da Eurocopa) alcançados pelo alemão, naquele mesmo ano o brasileiro Ronaldo Luís Nazário de Lima (posteriormente batizado de “fenômeno”) viveu a melhor temporada de sua carreira em números e gols, atuando pelo Barcelona (ESP). As magníficas atuações do brasileiro lhe renderam o prêmio da FIFA de melhor jogador do mundo daquele ano (1996), todavia, surpreendentemente ele não ganhou a Bola de Ouro, ficando marcado na história com um dos maiores injustiçados da história da premiação.

    Lendas do futebol que não ganharam o Ballon d’Or

    Quando pensamos em premiação individual ligada ao futebol, é impossível imaginar que no rol de vencedores não conste nomes como Pelé e Maradona. No entanto, como visto, em virtude do regramento do prêmio, essas lendas não puderam ser coroadas com o Ballon d’Or. Por outro lado, relativo aos jogadores que concorreram ao prêmio, existem alguns atletas que certamente deveriam ter ganhado o troféu, tais como o francês Thierry Henry, o paulista naturalizado português Deco, o espanhol Andrés Iniesta e o holandês Wesley Sneijder.

    Cancelamento inédito da entrega do Ballon d’Or

    Em uma decisão inédita e surpreendente, a revista France Football, organizadora da tradicionalíssima premiação, anunciou que o evento não ocorrerá no ano de 2020. O cancelamento pretende preservar a credibilidade do evento, eis que o calendário esportivo foi frontalmente atingido pela crise sanitária global que vivemos, ocasionando a suspensão de campeonatos, adiamento de competições e muitas vezes o afastamento temporário de jogadores infectados pelo vírus. Dessa forma, este será o primeiro ano em que não ocorrerá a entrega do troféu, o qual era entregue ininterruptamente desde 1956.