Suécia: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros
Quatro pódios e nenhuma taça resumem a relação da Suécia com a Copa do Mundo. O mais perto que os suecos chegaram foi em 1958, em casa, quando perderam a final para o Brasil por 5 a 2; depois vieram dois terceiros lugares, em 1950 e 1994, e um 4.º posto em 1938. A 13.ª participação chega em 2026, somando 51 partidas e 80 gols na história de uma das seleções europeias mais regulares do século 20.
Indice
1958: a final em casa contra o Brasil de Pelé
Anfitriã, a Suécia atravessou o torneio com autoridade: 3 a 0 no México com dois gols de Simonsson, 2 a 1 na Hungria com dois de Hamrin, 2 a 0 na União Soviética nas quartas e 3 a 1 na Alemanha Ocidental na semifinal, com Skoglund, Gren e Hamrin. Na final, em Estocolmo, Liedholm abriu o placar, mas o Brasil virou para 5 a 2 com dois gols de Vavá, dois de Pelé e um de Zagallo, deixando os suecos com o vice em casa.
Andersson e Larsson: os artilheiros com 5 gols
Dois nomes dividem a artilharia sueca em Copas com 5 gols cada: Kennet Andersson, com todos na campanha de 1994, que lhe valeram a Bota de Bronze daquele torneio, e Henrik Larsson, o único do país a marcar em três edições (1 gol em 1994, 3 em 2002 e 1 em 2006). Logo atrás, um pelotão de cinco jogadores com 4 gols atravessa as gerações: Simonsson e Hamrin em 1958, Edström em 1974, Brolin entre 1990 e 1994 e Dahlin em 1994.
| 1 | Kennet Andersson | |
| 2 | Henrik Larsson | |
| 3 | Agne Simonsson | |
| 4 | Kurt Hamrin | |
| 5 | Ralf Edström | |
| 6 | Tomas Brolin | |
| 7 | Martin Dahlin |
1994: o 3.º lugar da geração Ravelli
Nos Estados Unidos, a Suécia de Brolin, Dahlin e Kennet Andersson marcou 15 gols em 7 jogos, incluindo o 3 a 1 na Arábia Saudita nas oitavas e a classificação nos pênaltis contra a Romênia nas quartas, por 5 a 4, após 2 a 2, com Thomas Ravelli decisivo no gol. A semifinal acabou em 1 a 0 para o Brasil, gol de Romário, e o bronze veio com a goleada de 4 a 0 sobre a Bulgária, com Brolin, Mild, Larsson e Andersson marcando.
1938 e 1950: os pódios esquecidos
Antes de 1958, a Suécia já colecionava campanhas profundas. Em 1938, na França, estreou com a maior goleada da sua história em Copas, 8 a 0 sobre Cuba nas quartas, com hat-tricks de Harry Andersson e Wetterström, antes de cair para a Hungria na semifinal e perder o bronze para o Brasil. Em 1950, garantiu o 3.º lugar no quadrangular final brasileiro ao bater a Itália campeã do mundo por 3 a 2 na fase de grupos e a Espanha por 3 a 1 na última rodada, mesmo após o 7 a 1 sofrido do Brasil no Maracanã.
2018: quartas de final com Forsberg decisivo
Na Rússia, a Suécia venceu o grupo da Alemanha campeã com vitórias sobre a Coreia do Sul (1 a 0, pênalti de Granqvist) e um 3 a 0 no México na última rodada. Nas oitavas, Emil Forsberg marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Suíça, levando o time às quartas pela primeira vez desde 1994, onde a Inglaterra venceu por 2 a 0. Henrik Larsson segue como recordista sueco de partidas em Copas, com 13, à frente de Kalle Svensson e Bo Larsson, com 11.
13 Copas suecas em retrospecto
A Suécia teve duas eras de ouro, de 1938 a 1958 e nos anos 90, separadas por campanhas modestas e jejuns longos, como os 12 anos entre 1958 e 1970 e os 16 entre 2002-2006 e 2018. No total são 19 vitórias, 13 empates e 19 derrotas em 51 jogos, com 80 gols a favor, 73 contra e saldo de +7.
| 1934 | 1 1 | Quartas |
| 1938 | 1 2 | 4.º lugar |
| 1950 | 2 1 2 | 3.º lugar |
| 1958 | 4 1 1 | Vice |
| 1970 | 1 1 1 | Grupos |
| 1974 | 2 2 2 | 2.ª fase |
| 1978 | 1 2 | Grupos |
| 1990 | 3 | Grupos |
| 1994 | 3 3 1 | 3.º lugar |
| 2002 | 1 2 1 | Oitavas |
| 2006 | 1 2 1 | Oitavas |
| 2018 | 3 2 | Quartas |
Rumo a 2026: o retorno com Isak e Gyökeres
Oito anos após a última participação, a Suécia volta ao Mundial com um dos ataques mais badalados da Europa: Alexander Isak, com 17 gols em 58 jogos pela seleção, e Viktor Gyökeres, dono de 20 gols em apenas 33 partidas, lideram os 26 selecionados, de média 27,6 anos, com o zagueiro Victor Lindelöf, de 76 jogos, como mais experiente. No Grupo F, o caminho começa contra a Tunísia, em Monterrey, e segue com Holanda, rival do 0 a 0 de 1974, e Japão.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




