Fabinho – estatísticas, gols e assistências
Campeão da Liga dos Campeões e da Premier League pelo Liverpool, Fabinho fez carreira protegendo o meio-campo: 51 gols e 31 assistências em 628 jogos como profissional. Começou como lateral-direito e se tornou volante de contenção, posição que defendeu da França à Inglaterra e à Arábia Saudita. Convocado por Carlo Ancelotti, ele chega à Copa do Mundo de 2026 com a rodagem de quem já levantou a Champions.
Indice
De lateral-direito a volante: a metamorfose da carreira
Fabinho fez toda a base como lateral-direito, no Fluminense e no Real Madrid Castilla, e atuou nessa posição ainda nas primeiras temporadas como profissional. A reconversão ao meio-campo definiria o resto da carreira.
Foi no Monaco que ele se firmou como volante. Pelo clube francês, somou 233 jogos, 31 gols e 14 assistências em cinco temporadas, a passagem mais prolífica em gols da carreira e a que o levou ao Liverpool.
Em Anfield foram 219 jogos, 11 gols e 9 assistências entre 2018 e 2023, com a função de proteger a defesa e equilibrar o time. A mudança para o Al-Ittihad, na Arábia Saudita, rendeu mais 111 jogos, 7 gols e 8 assistências até a atual temporada.
É no Monaco que está o maior peso ofensivo: 45 participações em gols, contra 20 pelo Liverpool e 15 pelo Al-Ittihad. A maior produção ofensiva ficou na França, enquanto a Inglaterra reservou o auge em títulos.



O metrônomo do meio-campo: toque, passe e duelo
O jogo de Fabinho gira em torno do controle. Na temporada 2025/26 pelo Campeonato Saudita, ele teve 67,5 toques na bola por partida, sinal de quem passa por quase todas as construções da equipe.
A segurança no passe é a marca: 52 passes certos por jogo e 96% de acerto no próprio campo, índice que mostra um volante que raramente entrega a bola na saída. As 3,2 bolas longas certas por partida reforçam a leitura de quem distribui o jogo.
A parte defensiva acompanha a função: 1,9 desarme e 1,2 interceptação por jogo, além de 4,4 duelos ganhos por partida, sendo 1,1 deles pelo alto, com 53% de aproveitamento aéreo. O porte físico, com 1,87 metro, ajuda nos confrontos pelo chão e pelo ar.
Titular nas 30 partidas que disputou, somou 2.642 minutos e nota média de 7,12 na temporada saudita. O volume de jogo confirma o papel de organizador e primeiro homem de marcação da equipe.
Médias por jogo na temporada 2025/26 pelo Campeonato Saudita.
Cinquenta e um gols partindo de trás
Os gols nunca foram o foco de Fabinho, mas o saldo de 51 gols e 31 assistências revela um volante que ajuda no ataque. São 82 participações diretas em gols ao longo da carreira, a maioria concentrada na fase do Monaco, onde marcou 31 das suas 51 finalizações.
O auge goleador foi 2016/17, com 12 gols pelo clube francês em 56 jogos, a melhor marca anual da trajetória. Pelo Liverpool, o pico veio em 2021/22, temporada de 8 gols em meio às conquistas inglesas.
A média de 0,08 gol por jogo é típica de quem joga recuado. Os 31 gols pelo Monaco fazem do clube o endereço da maior produção ofensiva, distante do que entregou em Anfield e em Jidá.
As 31 assistências reforçam o perfil de um meio-campista de equilíbrio, mais ligado à proteção do que à finalização. A participação ofensiva existe, mas sempre subordinada à tarefa principal de organizar a marcação.
82 participações diretas em gols ao longo da carreira como profissional
Champions, Premier League e a coleção de títulos
O auge em conquistas veio no Liverpool. Fabinho foi campeão da Liga dos Campeões em 2018/19 e da Premier League em 2019/20, dois títulos que marcaram o domínio do time inglês no período.
A passagem por Anfield rendeu ainda o Mundial de Clubes e a Supercopa da UEFA de 2019, além da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa, ambas em 2021/22. Antes, no Monaco, havia conquistado a Ligue 1 de 2016/17.
No futebol saudita, a coleção seguiu: o Campeonato Saudita e a Copa do Rei, os dois em 2024/25 pelo Al-Ittihad. São troféus em três países diferentes, da França à Arábia.
A taça da Liga dos Campeões de 2018/19 é o ponto mais alto desse currículo. Somados, os troféus de Fabinho cobrem os principais títulos de clube em três países, da Ligue 1 francesa à Premier League inglesa e ao Campeonato Saudita, passando pela conquista continental europeia.
Trinta e quatro jogos sem gols pela Seleção
Com a camisa da Seleção principal, Fabinho soma 34 jogos sem marcar, retrospecto coerente com a função de volante de contenção. O número de partidas mostra presença constante nas convocações ao longo dos anos.
São 34 partidas que também figuram no recorte do Brasil nas Copas. Convocado por um dos maiores campeões da história do torneio, ele disputa posição em um meio-campo concorrido.
Quatro anos após a Copa do Mundo de 2022, Fabinho aparece entre os volantes de Ancelotti rumo ao Mundial seguinte. A experiência internacional é o principal argumento da convocação.
O retrospecto sem gols não diminui o peso do jogador. Pela Seleção, a contribuição de Fabinho está no equilíbrio defensivo e na recomposição, qualidades que ele oferece como alternativa para a posição.
Retrospecto pela Seleção principal: 34 jogos, sem gols, na função de volante.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




