Luiz Henrique – estatísticas, gols e assistências
Ponta que cria tanto quanto conclui, Luiz Henrique tem 39 gols e 37 assistências em 300 jogos como profissional, uma divisão quase igual entre marcar e servir que define o seu tipo de jogo. A média de 0,13 gol por jogo não é a de um artilheiro, e sim a de um ponta que cria tanto quanto conclui. Foi assim no título do Botafogo na Libertadores de 2024, sua melhor temporada, e é com esse perfil que ele chega ao elenco do Brasil na Copa do Mundo de 2026.
Indice
Garçom na Espanha, goleador no Botafogo
O Fluminense, onde se formou e estreou como profissional, concentra a maior produção: 14 gols e 14 assistências em 120 jogos, entre 2020 e 2022. É o clube em que ele mais participou de gols, com a balança dividida ao meio entre finalização e passe. Estreou pelo time principal em agosto de 2020 e se despediu em junho de 2022 numa vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, o mesmo clube que o contrataria dois anos depois.
No Real Betis, o lado criador pesou mais: 10 assistências para apenas 4 gols em 64 partidas na Espanha. O Botafogo inverteu a conta, com 12 gols e 5 assistências em 55 jogos de 2024. No Zenit, são 7 gols e 5 assistências em 45 jogos desde a chegada à Rússia.
Somados os quatro clubes, são 37 gols e 34 assistências em 284 partidas, a 0,13 gol por jogo. A leitura por clube mostra um jogador que muda de função conforme o time: mais garçom na Espanha, mais finalizador no Botafogo campeão. Em dois dos quatro clubes, as assistências igualaram ou superaram os gols, marca de um ponta voltado à criação.




2024, o ano que juntou gols, assistências e taças
A divisão por temporada confirma o pico em 2024. Pelo Botafogo, foram 12 gols e 5 assistências num só ano, a melhor campanha de participações da carreira e a mesma do título da Libertadores. Foi nessa temporada que ele marcou na decisão continental, no jogo que selou o troféu do clube.
Antes disso, a fase no Fluminense já mostrava regularidade na criação: 5 assistências em 2021 e 7 em 2022, com os gols subindo de 2 para 7 entre 2020 e 2021. No Betis, o ponto alto foi 2022/23, com 7 assistências em 43 jogos.
Na Rússia, o número se estabilizou: 2 gols e 2 assistências em 2024/25, seguidos de 5 gols e 3 assistências em 2025/26. A curva combinada mostra um atacante de produção constante, sem grandes oscilações fora do salto de gols de 2024.
Um ponta de função fixa pela direita
Nos clubes, 209 das 284 partidas de Luiz Henrique foram como titular e 75 saindo do banco. A maioria larga entre os onze iniciais, proporção condizente com um jogador de função fixa pela ponta direita.
Os 75 jogos como reserva utilizado aparecem sobretudo nas trocas de clube e nas primeiras temporadas, quando entrava no decorrer das partidas. À medida que se firmou, a titularidade virou regra.
É essa presença constante de início que sustenta o volume de participações. Quanto mais minutos somou, mais gols e assistências entregou, padrão que aparece com clareza na fase do Botafogo. Só em 2024 foram 55 jogos, o ano de maior carga e também o de mais participações em gols.
Da Libertadores ao título russo
O ano de 2024 também foi o mais decisivo em conquistas. Pelo Botafogo, Luiz Henrique foi campeão da Copa Libertadores, a primeira do clube, e do Campeonato Brasileiro na mesma temporada. Os dois troféus vieram com poucos dias de diferença, no fim daquele ano, fechando a campanha mais vitoriosa da sua carreira.
O desempenho naquela Libertadores lhe rendeu o prêmio de Rei da América, dado ao melhor jogador do continente no ano. Foi o auge individual de uma temporada em que ele somou 12 gols e 5 assistências. Além do prêmio principal, entrou na equipe ideal daquela Libertadores e na Seleção do Campeonato Brasileiro.
Já na Rússia, somou mais um título de liga, a Premier League Russa de 2025/26 pelo Zenit. O retrospecto une um troféu continental, um nacional no Brasil e outro nacional no exterior, em três países diferentes.
Recém-chegado ao grupo da Seleção
Pela Seleção Brasileira principal, Luiz Henrique soma 16 jogos, 2 gols e 3 assistências, a 0,12 gol por partida. A estreia veio em 2024, pelas Eliminatórias, quando começou entre os titulares diante do Equador. A primeira bola na rede pela seleção foi o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Chile, em outubro daquele ano.
A passagem de Luiz Henrique pela seleção é curta e recente, mas já figura no quadro do Brasil nas Copas. Pelo Brasil, parte do seleto grupo dos maiores campeões mundiais, ele entrou como opção de rodízio para o ataque.
Na Copa do Mundo de 2022 ele atuava pelo Betis e ficou fora da seleção; em 2026 vive a estreia. Os 2 gols e 3 assistências pela Amarelinha ainda formam amostra curta diante dos números de clube, normal para quem chegou há pouco.
Retrospecto pela Seleção principal: 16 jogos, 2 gols, 3 assistências, 0,12 por partida.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




