Marquinhos – estatísticas, gols e assistências
Capitão da Seleção e bicampeão da Liga dos Campeões com o Paris Saint-Germain, Marquinhos é um dos zagueiros mais experientes do elenco brasileiro. São 50 gols em 674 jogos como profissional e mais de cem partidas pela equipe nacional. Pela terceira vez na lista brasileira, ele chega à Copa do Mundo de 2026 como capitão de Ancelotti.
Indice
Do título com o Corinthians à era de ouro no PSG
A carreira começou cedo e com taça: ainda no Corinthians, Marquinhos integrou o elenco campeão da Copa Libertadores de 2012, antes de partir para a Europa em 14 jogos pelo clube paulista.
A primeira parada europeia foi a Roma, com 30 jogos na temporada 2012/13. O desempenho rápido abriu a porta do Paris Saint-Germain, que o contratou ainda muito jovem para um projeto de longo prazo.
No PSG desde 2013, Marquinhos virou símbolo do clube: 523 jogos, 43 gols e 11 assistências em treze temporadas. A braçadeira de capitão e a sequência de títulos transformaram o zagueiro em uma referência da defesa parisiense.
Praticamente toda a produção ofensiva da carreira saiu de Paris: das 65 participações em gols, 54 vieram com a camisa do PSG. Corinthians e Roma ficaram com os capítulos iniciais da trajetória.



Construção de jogo e 95% de acerto no passe
Destro e com 1,83 metro, Marquinhos é um zagueiro que organiza o jogo a partir da defesa. No Campeonato Francês de 2025/26, acertou 95% dos passes, com 63,7 certos por jogo e impressionantes 74,4 ações com a bola por partida.
A precisão se mantém em todos os setores: 97% no próprio campo, 93% no campo de ataque e 70% nas bolas longas. É o perfil de um defensor que inicia as jogadas e raramente erra a primeira ligação.
O trabalho defensivo se apoia no posicionamento: 2,5 cortes, 3,1 bolas recuperadas e 1,1 desarme por jogo, com 6 partidas sem sofrer gols no recorte. Nos duelos diretos, venceu 59% das disputas, com 66% no chão e 55% pelo alto.
O volume de bola é o de um organizador: 74,4 ações por jogo, com 0,1 passe decisivo e perda relativamente baixa, de 3,8 por partida. A disciplina aparece nas 0,6 falta cometida por jogo.
Atuou em 14 jogos pela Ligue 1 na temporada, com nota média de 7,27 e duas escolhas para a seleção da rodada. A leitura antecipada reduz a exposição: só um erro que levou a finalização e nenhum que resultou em gol. Foram 1.049 minutos em 14 jogos, 11 deles como titular, sem cartão amarelo nem expulsão no recorte da Ligue 1.
Médias por jogo na temporada 2025/26 pelo Campeonato Francês.
Cinquenta gols somados em mais de 670 jogos
O saldo de 50 gols é alto para um zagueiro com tantos anos de elite. A maioria nasceu de bolas paradas, recurso explorado nas campanhas europeias do PSG ao longo de mais de uma década.
São 43 gols e 11 assistências pelo PSG, somados a 7 gols e 3 assistências pela Seleção. O total de 65 participações diretas reforça a contribuição ofensiva de um defensor que também ataca nas bolas aéreas.
A divisão por temporada mostra constância: gols em quase todos os anos no PSG, com picos de seis em uma única campanha. O ritmo se manteve mesmo com a mudança de funções na defesa.
Em 2019/20 e 2020/21, chegou a seis gols por temporada, quase todos de cabeça em escanteios e faltas.
65 participações diretas em gols ao longo da carreira como profissional
Champions, Ligue 1 e a coleção do PSG
O ponto mais alto chegou tarde e em dose dupla: a Liga dos Campeões de 2024/25 e de 2025/26, conquistadas em sequência como capitão do Paris Saint-Germain. Foram os títulos que faltavam a uma carreira já decorada.
No cenário francês, a coleção é enorme: 11 títulos da Ligue 1, 8 Copas da França, 6 Copas da Liga e 9 Supercopas. Em 2025, somou ainda a Supercopa da UEFA e a Copa Intercontinental da FIFA, além da Libertadores de 2012 pelo Corinthians.
A sequência cobre praticamente todas as competições disputadas no período em Paris. Antes do bicampeonato, o PSG havia chegado à final da competição em 2019/20.
Indicação ao Ballon d’Or e a vitrine individual
O reconhecimento individual acompanhou a regularidade. Em 2019, Marquinhos foi indicado ao Ballon d’Or, terminando na 28ª posição, marca rara para um zagueiro brasileiro naquele recorte.
A lista de prêmios é extensa: quatro presenças na Equipe da Temporada da Liga dos Campeões, seis na seleção da Ligue 1, além das indicações à seleção da Copa América de 2021 e à Equipe do Torneio do Mundial de Clubes de 2025.
Capitão centenário rumo à terceira Copa
Pela Seleção Brasileira, Marquinhos soma 107 jogos, 7 gols e 3 assistências, números de um defensor que se tornou líder e capitão da equipe nacional ao longo de vários ciclos.
Esse histórico se soma ao acervo que o Brasil nas Copas organiza edição após edição. Na comissão de um dos maiores campeões do torneio, ele divide a faixa de liderança do grupo.
Depois das participações na Copa do Mundo de 2022 e de 2018, Marquinhos chega à sua terceira disputa do torneio. Campeão da Copa América de 2019, ele carrega a experiência de uma das defesas mais tituladas do elenco.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




