Marrocos: estatísticas em Copas – desempenho geral e maiores artilheiros
Em 2022, o Marrocos fez o que nenhuma seleção africana ou árabe havia feito: chegou a uma semifinal de Copa do Mundo. O 4.º lugar no Catar virou o teto histórico de um continente inteiro e transformou os marroquinos em protagonistas a caminho da 7.ª participação, em 2026. Desde a estreia, em 1970, são 23 partidas e 20 gols, numa trajetória que ainda aponta para 2030, quando o país sediará o Mundial ao lado de Portugal e Espanha. As Copas do Mundo nunca tiveram um representante africano tão longe.
Indice
- 1 Catar 2022: a campanha que mudou o futebol africano
- 2 En-Nesyri: o artilheiro marroquino em Copas
- 3 1986: o 3 a 1 em Portugal e as primeiras oitavas
- 4 1998: a goleada na Escócia que não bastou
- 5 1970, 1994 e 2018: as campanhas sem vitória
- 6 O histórico marroquino desde 1970
- 7 Em 2026: Grupo C com Brasil e Escócia de novo
Catar 2022: a campanha que mudou o futebol africano
A equipe de Walid Regragui venceu o grupo com o 0 a 0 contra a Croácia, o 2 a 0 sobre a Bélgica, com gols de Saïss e Aboukhlal, e o 2 a 1 no Canadá, com En-Nesyri e Ziyech. No mata-mata, a Espanha caiu nos pênaltis por 3 a 0 após 120 minutos sem gols, e Portugal foi eliminado nas quartas com o gol de En-Nesyri. A caminhada parou na semifinal, num 0 a 2 para a França, e a Croácia levou o bronze por 2 a 1, com Dari marcando o gol marroquino.
En-Nesyri: o artilheiro marroquino em Copas
Youssef En-Nesyri lidera a artilharia do Marrocos em Copas com 3 gols: 1 contra a Espanha em 2018 e 2 na campanha de 2022, contra Canadá e Portugal. Atrás dele, três nomes com 2: Abderrazak Khairi, com os dois no 3 a 1 sobre Portugal em 1986, e a dupla de 1998 formada por Salaheddine Bassir e Abdeljalil Hadda. Em presenças, Achraf Hakimi e Hakim Ziyech dividem o topo com 10 jogos cada, todos entre 2018 e 2022, seguidos por En-Nesyri, Saiss e Amrabat, com 8.
| 1 | Youssef En-Nesyri | |
| 2 | Abderrazak Khairi | |
| 3 | Salaheddine Bassir | |
| 4 | Abdeljalil Hadda |
1986: o 3 a 1 em Portugal e as primeiras oitavas
No México, o Marrocos segurou dois 0 a 0 contra Polônia e Inglaterra e fechou a fase de grupos com a goleada de 3 a 1 sobre Portugal, com dois gols de Khairi e um de Merry, avançando ao mata-mata pela primeira vez. Nas oitavas, a Alemanha Ocidental, que chegaria à final daquela Copa, precisou de um 1 a 0 apertado para eliminar os marroquinos.
1998: a goleada na Escócia que não bastou
Na França, o Marrocos fez sua melhor campanha de fase de grupos até então e mesmo assim foi eliminado. O empate em 2 a 2 com a Noruega, com gols de Hadji e Hadda, foi seguido do 0 a 3 contra o Brasil. Na última rodada, a equipe goleou a Escócia por 3 a 0, com dois gols de Bassir e um de Hadda, mas os 4 pontos não foram suficientes para avançar na chave.
1970, 1994 e 2018: as campanhas sem vitória
Na estreia de 1970, o Marrocos saiu na frente contra a Alemanha Ocidental com gol de Jarir antes de perder por 2 a 1, caiu por 3 a 0 para o Peru e arrancou um 1 a 1 com a Bulgária, gol de Ghazouani. Em 1994, foram 3 derrotas por margem mínima, incluindo 2 a 1 para Arábia Saudita e Holanda. Em 2018, após 20 anos de ausência, a equipe somou apenas 1 ponto num grupo duro: 0 a 1 contra Irã e Portugal e um 2 a 2 com a Espanha, com gols de Boutaïb e En-Nesyri.
O histórico marroquino desde 1970
Mais da metade das vitórias marroquinas em Copas veio numa única edição: 3 dos 5 triunfos históricos aconteceram em 2022. No total são 5 vitórias, 7 empates e 11 derrotas em 23 jogos, com 20 gols a favor, 27 contra e saldo de -7.
| 1970 | 1 2 | Grupos |
| 1986 | 1 2 1 | Oitavas |
| 1994 | 3 | Grupos |
| 1998 | 1 1 1 | Grupos |
| 2018 | 1 2 | Grupos |
| 2022 | 3 2 2 | 4.º lugar |
Em 2026: Grupo C com Brasil e Escócia de novo
O Marrocos atravessou as Eliminatórias africanas com campanha perfeita: 8 vitórias em 8 jogos, 22 gols marcados e apenas 2 sofridos. A delegação de 26 jogadores, com média de 26,4 anos, segue ancorada em Achraf Hakimi, com 96 jogos e 11 gols pela seleção, no goleiro Yassine Bounou e no centroavante Ayoub El Kaabi, dono de 35 gols em 71 partidas. O sorteio devolveu dois conhecidos de 1998 no Grupo C: o Brasil, algoz daquele 0 a 3, e a Escócia, vítima do 3 a 0, além do estreante Haiti.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




