Roger Ibañez – estatísticas, gols e assistências
Forte no jogo aéreo e bicampeão continental pelo Al-Ahli, Roger Ibañez se firmou no futebol saudita depois de anos na Itália. São 27 gols em 337 jogos como profissional, com 67% de aproveitamento nos duelos aéreos na última temporada. De volta à Seleção após um período afastado, ele disputa a sua primeira Copa do Mundo em 2026, na lista de Carlo Ancelotti.
Indice
Fluminense, Roma e Al-Ahli: as três fases da carreira
A base foi no Fluminense, clube pelo qual Ibañez somou 39 jogos e 2 gols antes de cruzar o Atlântico. A passagem pelo Rio de Janeiro abriu a porta do futebol europeu, com a ida para a Itália ainda jovem, em 2020.
Na Itália, o zagueiro passou rapidamente pela Atalanta antes de chegar à Roma, primeiro por empréstimo e depois em definitivo. Foram 149 jogos, 9 gols e 1 assistência pela Roma, além da Liga Conferência de 2021/22, em três temporadas até a transferência ao futebol saudita, em 2023.
Desde 2023 no Al-Ahli, vive a fase mais vitoriosa. São 124 jogos, 14 gols e 5 assistências pelo clube saudita desde 2023, com dois títulos continentais no currículo recente. No clube saudita, virou presença regular, com média acima de 80 minutos por jogo entre liga, Champions asiática e supercopa.
O Al-Ahli reúne 19 participações em gols, a Roma 10 e o Fluminense 2, somando a maior parte do total da carreira. Dos 27 gols, 14 saíram pelo Al-Ahli e 9 pela Roma.




Dominante pelo alto, com doze jogos sem sofrer gols
O ponto forte está no alto. Com 1,85 metro, Ibañez venceu 67% dos duelos aéreos na temporada 2025/26, com 1,9 bola ganha pelo ar por jogo, recurso que sustenta a defesa nas cobranças e cruzamentos.
A solidez aparece no saldo coletivo: foram 12 jogos sem sofrer gols no recorte, apoiados em 3,8 cortes e 3,9 bolas recuperadas por partida. Nos confrontos diretos, o aproveitamento foi de 64%, com 62% no chão. No chão, vence 2,6 duelos por jogo, e perde a posse 8,5 vezes, contrapartida de quem inicia as jogadas. No total, vence 4,4 duelos por jogo na temporada saudita.
Com a bola no pé, a saída é mais funcional do que vistosa: 86% de acerto no passe e 3,7 bolas longas certas por jogo, somadas a 59,3 ações com a bola. O volume defensivo se completa com 1,1 desarme e 0,9 interceptação.
O envolvimento com a bola fica em 59,3 ações por jogo, com 3 grandes chances criadas na temporada. Foram 0,8 drible certo e 7 grandes chances desperdiçadas, números modestos para a função.
Disputou 28 jogos pela liga saudita na temporada, todos como titular, com 2.426 minutos e nota média de 7,29. Atuou 87 minutos por jogo, com 0,3 bloqueio de finalização por partida, e essa regularidade pesou na convocação para o Mundial.
Médias por jogo na temporada 2025/26 pela liga saudita.
Gols de cabeça e o faro nas bolas paradas
Os 27 gols da carreira nascem quase todos do jogo aéreo. Na temporada 2025/26, as duas bolas na rede saíram de cabeça, fiéis ao estilo de um zagueiro perigoso nas cobranças de escanteio e falta, situações em que o porte de 1,85 metro faz diferença na área adversária, tanto na defesa quanto no ataque.
A divisão por clube acompanha o tempo de casa: 14 gols pelo Al-Ahli e 9 pela Roma, somados a 6 assistências na carreira. São 33 participações diretas em gols, cerca de uma a cada dez jogos para um defensor de marcação. A maior parte saiu nas duas últimas fases da carreira, quando ganhou status de titular fixo na zaga.
As 6 assistências completam o retrospecto ofensivo de um zagueiro de 1,85 metro forte nas duas áreas.
33 participações diretas em gols ao longo da carreira como profissional
Títulos continentais na Itália e na Arábia Saudita
O auge coletivo veio no Al-Ahli, com a conquista da Liga dos Campeões da AFC em 2024/25 e 2025/26. O bicampeonato continental é a marca de maior peso de uma carreira construída longe dos holofotes europeus de ponta.
Antes, pela Roma, Ibañez havia levantado a Liga Conferência de 2021/22, primeiro troféu continental da trajetória. Em 2025, somou ainda a Supercopa da Arábia Saudita pelo clube de Jidá.
São três conquistas de nível continental e de supercopa, distribuídas entre Itália e Arábia Saudita. O retrospecto recente ajuda a explicar a volta do zagueiro ao radar da Seleção.
O retorno à Seleção e a primeira Copa
São 8 jogos de Ibañez pela Seleção, ainda sem gols, em uma trajetória que foi interrompida e depois retomada. O zagueiro havia ficado fora das convocações desde 2023 antes de voltar à lista.
São jogos que o Brasil nas Copas contabiliza no retrato de cada geração. Voltou às convocações de um dos maiores campeões do Mundial depois de anos fora da Seleção.
A ausência na Copa do Mundo de 2022 ficou para trás: em 2026 vem a estreia em Mundiais. A fase vitoriosa no Al-Ahli, com dois títulos da AFC em sequência, pesou a favor do retorno.
O domínio aéreo é o trunfo que Ibañez oferece à zaga de Ancelotti, útil contra times que abusam dos cruzamentos. Pela camisa brasileira, o valor está na marcação e na presença na própria área.
Retrospecto pela Seleção principal: 8 jogos, todos como zagueiro de marcação.

Júlio César Cardoso é brasileiro e reside em Florianópolis. Estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Santa Catarina. Atua no ramo de jornalismo esportivo com foco em estatísticas desde 2012, tendo sido o criador do site Futdados.com. Desde 2020, teve passagens por Premier League Brasil, Trivela, Quinto Quarto, Esportelândia entre 2020 e 2024. Colaborou para diversas matérias jornalísticas dos sites GloboEsporte.com, UOL.com.br, ESPN.com.br, Jornal Extra e outros.




